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Opinião

A F�ria em campo e a f�ria das ruas

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Enfim, a final da Copa das Confederações está definida. A fúria da Espanha não intimidou a Itália que lutou bravamente, literalmente, até depois dos 90 minutos regulamentares. Ganhou nas derradeiras trocas de penalidades, ou melhor, os italianos perderam a vez. Para desgosto dos ?do contra?, a Copa das Confederações está sendo um sucesso e a final, no Novo Maracanã, promete atrair a atenção do mundo. Positivo, indubitavelmente. Mas, sem dúvida, atrai o olho gordo em proporções ciclópicas. As partidas anteriores comprovaram como a bola, ao rolar, fazia girar a manipulação dos protestos e, destacadamente, a intensificação da baderna. Deu chabu, a aposta de criar um clima desfavorável que contribuísse para a eliminação do Brasil. Porém, se a força negativa não funcionou até agora, é previsível a concentração de forças, utilizando-se para isso as eficientes infiltrações no extraordinário movimento de massa. Cercar o Maracanã como forma de ?melar? o jogo passa a ser a meta estratégica óbvia. Desde ontem, para fazer frente a essa tendência (inexorável?) se faz indispensável a construção de uma defesa cidadã baseada na inteligência e na firmeza e não na força bruta, mesmo sendo previsível o aumento das provocações, e agressões físicas, contra os policiais encarregados de manter a ordem nas ruas. Os protestos pacíficos no dia da grande final devem ser vistos como oportunos e uma chance a mais de avanço na pressão popular em defesa das muitas reivindicações levadas às ruas. As lideranças terão de redobrar seus cuidados com as ululantes tentativas de manipulação política/eleitoral e com as recorrentes infiltrações de baderneiros. Para os manifestantes, essa partida essencial (mas não final) já começou. O centro da questão é o respeito à diversidade de opções dominicais, digamos assim. A quem tiver comprado seu ingresso, que seja garantido o direito de ir e vir ao estádio, sem pressões, sem transtornos. A quem queira se manifestar, que seja garantido o direito de fazê-lo como bem entender, desde que sejam garantidos os direitos de quem prefira outras alternativas ? inclusive trafegar pelas ruas e acompanhar o jogo como bem entender.

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