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Opinião

O PR�XIMO CAP�TULO

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As manifestações estudantis, populares, que vêm sacudindo o país resultaram no congelamento, redução das tarifas dos transportes coletivos em praticamente todas as cidades, deflagraram um processo político de intensa profundidade. Na véspera da grande maré social que sacudiu a nação, a linha da grande mídia hegemônica nacional vinha sendo pautada, de maneira alarmista, pelo ?descontrole inflacionário em consequência dos gastos públicos do governo federal?, escondendo a sua verdadeira intenção: o retorno das altas taxas de juros visando a maior remuneração dos lucros do capital especulativo. Quando eclodiram as passeatas, essa mesma mídia hegemônica passou a incentivar a repressão policial contra os manifestantes notadamente em São Paulo e Rio de Janeiro, mas logo entendeu que a luta em curso refletia forte insatisfação da sociedade com a mobilidade urbana, os serviços de saúde e a educação pública no Brasil. O Planalto, governadores, prefeitos deram-se conta de que havia uma grave agenda nacional demandada pelos segmentos sociais, especialmente os que compõem a maioria da população, secundarizada por uma nebulosa problemática multiculturalista global, cuja gênese é autojustificável, mas transformada no alfa e no ômega das questões nacionais. Iniciou-se daí uma batalha política, ideológica, campal, onde grupos reacionários, provocadores, tentaram canalizar a insatisfação social através do vandalismo, ódio aos partidos políticos, especialmente de esquerda, sindicatos, entidades estudantis, desestabilização dos movimentos sociais com o intuito de levar o país ao caos institucional. Caminhava-se para uma espécie de putsch ao mais clássico estilo nazifascista. Os setores democráticos e patrióticos iniciaram a resistência nas ruas para buscar, ao lado do Movimento Passe Livre e outros, o caminho para as justas reivindicações que foram incorporadas numa urgente agenda nacional proposta pela presidente da República sobre educação, saúde, transporte, contra a corrupção, um plebiscito sobre a reforma política. Os grupos provocadores e a mídia reacionária vão tentar inviabilizar o avanço inadiável; gostam de pescar em águas turvas, não desejam a democracia. O próximo capítulo dessa novela arquitetada passo a passo vai depender da permanente mobilização social, do nível de consciência do povo brasileiro em defesa do desenvolvimento, das mudanças exigidas pelo Brasil.

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