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Mesmo sob press�o, um gigante potencial

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Indubitavelmente, o Brasil, assim como a maioria dos países ascendentes ou mesmo desenvolvidos, passa por apertos na economia, com diminuto crescimento do PIB. No nosso caso, a delicadeza do momento é ainda mais impactada pela insistência da inflação em retornar à cena e pelas manifestações que se espalham. Porém, mesmo com todas essas dificuldades flagrantes, o país segue dando demonstrações efetivas de seu potencial e da vitalidade de sua economia. Segundo estudo da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), mesmo nesta maré contrária, o Brasil galgou mais uma posição num ranking importante, subindo de quinto para quarto lugar entre os países que mais receberam investimentos estrangeiros diretos. São assim considerados os aportes de capital oriundos do exterior e aplicados na produção noutra nação, seja na criação de empresas, ou em fusões e aquisições, ou mesmo sob a forma de empréstimos entre matrizes e suas filiais. São, normalmente, recursos investidos a longo prazo, ao contrário do vai e vem típico dos mercados financeiros, mormente mirando no curto prazo. Segundo a Unctad, ?esta é a primeira vez que países emergentes recebem mais investimentos estrangeiros diretos que as economias ricas?. A mesma fonte avalia ainda que ?o volume de investimentos diretos destinados aos países em desenvolvimento registrou uma pequena queda de 4% em relação a 2011. Apesar disso, o resultado foi o segundo melhor de toda a história?. Esse potencial brasileiro fica patente ao compararmos a evolução recente desses investimentos em nossa economia, deixando claro que, em superando a atual quadra de dificuldades, essa capacidade de atração de aportes desse nível só tende a crescer. Pois, em comparação com 2011, o volume de IED no país caiu 2%, totalizando US$ 65 bilhões (cerca de R$ 144 bilhões), segundo o relatório Investimento Mundial 2013. Em contraposição, o cenário internacional registrou uma queda de 18% no mesmo período, retração, aqui e alhures, causada pelas mesmas ?incertezas no cenário econômico?.

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