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PEDRO � O SEU NOME!

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No último dia 29, a Igreja dispersa pelo mundo inteiro uniu-se à Igreja de Deus que está em Roma para celebrar a solene comemoração do martírio dos Apóstolos São Pedro e São Paulo que deram seu último e pleno testemunho de Cristo, derramando seu sangue em Roma. No Brasil, esta comemoração acontece no domingo seguinte, hoje, portanto. Esta celebração dá-nos a oportunidade para recordar a missão do Sucessor de Pedro na Igreja de Cristo. O papa, como vigário de Pedro na Igreja, é o sinal visível da comunhão de todos os discípulos de Cristo na mesma fé e na mesma caridade, de modo que, com ele, todos os fiéis e todos os pastores devem estar em comunhão. Do mesmo modo, todas as igrejas locais devem estar em comunhão com a Igreja de Pedro, a Igreja de Roma, que tem o papa como seu bispo. O Sucessor de Pedro é a primeira testemunha da fé da Igreja: ?Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo! Só tu tens palavras de vida eterna!?. Este serviço do papa existe por vontade do próprio Senhor Jesus Cristo, de modo que não poderia jamais ser criado ou cancelado pela Igreja. O papa não é o que manda; é o que serve à unidade da fé e do amor. Antes de ser obedecido, ele é o primeiro a obedecer Àquele que se fez obediente até a morte. Certamente, ele tem a autoridade que lhe foi conferida por Cristo para ligar e desligar, isto é, para admitir e excluir da comunidade da Igreja, para punir e suspender a punição. Tem também a autoridade suprema de ensinar em nome e com a autoridade de Cristo. No entanto, é importante que tudo isso seja compreendido como um serviço, com o objetivo de manter a Igreja toda unida na fidelidade à mesma fé apostólica e à mesma caridade que o Espírito de Cristo derramou sobre a Igreja do Senhor. Do mesmo modo que seria um erro ver no papa um ditador ou um monarca absoluto, também seria um grave engano ver nele um líder democrático que somente poderia agir de acordo com a maioria e suas palavras, ensinamentos e decisões somente teriam valor se aprovados pelos fiéis. Na Igreja, a autoridade não provém do rebanho, mas do Pastor, Jesus Cristo. É Ele quem escolhe e chama e sustenta, conferindo autoridade e discernimento aos que escolheu. A atitude correta de um verdadeiro católico para com o Santo Padre é a de sentimento filial, de reverência consciente e madura. Acompanhemos o nosso santo padre com nossa oração e nosso afeto. Nós o conhecemos e o chamamos Francisco; mas, na verdade, o seu nome é Pedro, a pedra sobre a qual o Senhor continuamente edifica a sua Igreja.

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