Opinião
A CURA GAY: VERDADES E MENTIRAS
Nada como disseminar uma mentira repetidamente até ela se tornar uma verdade, ainda que aparente. É o que vem ocorrendo no que diz respeito à maldosamente denominada ?cura gay?. Bastou os movimentos ligados à questão homossexual com o apoio dos meios de comunicação ? até os mais sérios e respeitados ? batizar o projeto da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de ?cura gay?, uma leva de mal-intencionados e mal informados disseminaram nas redes sociais as mais estapafúrdias opiniões sobre o tema, em sua maioria contra, como era de se esperar. Mas, do que trata o tal projeto da chamada ?cura gay?? Antes de mais nada, é preciso deixar claro: a homossexualidade é um fenômeno complexo, tanto em relação à sua gênese, quanto em relação às consequências geradas nos indivíduos que se encontram nessa condição. Não se trata, portanto, de uma realidade unívoca. Médicos, psicólogos, psicanalistas e outros profissionais de áreas afins debatem-se há anos sobre este tema, sem respostas consensuais, mas somente pontuais. Na verdade, o projeto ?cura gay? trata da retirada do parágrafo único do artigo 3º da resolução 199 que vedava aos psicólogos a possibilidade de tratar os homossexuais que desejassem esse serviço. É uma questão de direito. Um indivíduo que se sente desconfortável na sua condição sexual tem o direito a um acompanhamento psicológico. É a defesa de um suporte profissional para a compreensão de uma condição sexual, não de uma cura. Aliás, nem se fala disso no projeto, pois há anos a homossexualidade não é considerada doença. O que existe, de fato, é a imposição da visão ideologizada de uma minoria. Para esta, a condição sexual é quase totalmente cultural, dependente das ocasiões e ambientes, dissociado do dado sexual anatômico, da construção do gênero. Não é à toa que existem militantes da pedofilia organizando-se em partidos e associações, e defendendo esta prática abertamente. Portanto, para esta minoria não basta a sociedade já estar convicta que a homossexualidade não é doença. É preciso relativizar a sexualidade como um todo. Para isso, é inadmissível ver um homossexual ter direito a atendimento psicológico. Para isso, é preciso rasgar tudo o que a medicina e a psicologia construíram sobre a sexualidade humana. Tenha a santa paciência!