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Opinião

CR�NICA PARA UM GRANDE INDUSTRIAL!

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José Carlos Correia Maranhão! Pernambucano de nascimento, veio parar em Maceió quando o pai, sr. Ernesto Maranhão comprou a Usina Sto. Antonio em São Luís do Quitunde. Jovem, tinha apenas 23 anos, e já ajudava o genitor na direção do patrimônio, mostrando desde cedo o seu senso de responsabilidade. Com brilhantismo, completou seu curso de Engenharia Mecânica e, estando o Brasil engajado na Segunda Guerra Mundial, fez também seu curso de Oficial da Reserva do Exército, pronto para enfrentar as trincheiras, se o dever de patriota o exigisse. O acaso o aproximou de nossa filha, Leda, e se apaixonaram! Meu marido, que já o conhecia ligeiramente, mas que o apreciou desde o primeiro momento, aprovou com prazer o namoro, me contagiando ao me falar do rapaz até então meu desconhecido. Bem intencionado, José Carlos procurou se aproximar da família e, aos poucos, fui reconhecendo suas grandes qualidades e com muita alegria o aceitamos como pretendente de nossa filha. Em um ano, namoraram, noivaram e casaram. Nós, os pais, ficamos felizes entregando nossa ?joia? preciosa a um rapaz de tantas qualidades. Não nos enganamos, José Carlos, no decorrer da vida, cada vez mais nos cativou com sua maneira de ser como empresário, como homem e como chefe de família. Com a morte do pai, muito cedo ainda, tomou a frente da família e dos negócios. Sempre responsável, digno, trabalhador e inteligente, enfrentou com galhardia os vai e vens da economia deste país que, apesar de grande e rico, aguenta os trancos da presença de governos ora incapazes, às vezes conscientes, o que muito prejudica toda sua conjuntura política e social. Aos poucos, foram chegando os irmãos de meu genro para se entregarem ao grande trabalho que é o de uma usina de açúcar. Compraram mais outra, a Camaragibe: mais trabalho, mas meu genro e os manos souberam enfrentar a responsabilidade. Chegaram os filhos, cresceram e quase todos se dedicaram em elevar o nome dos Maranhão no conceito empresarial da economia alagoana. Infelizmente, nos últimos anos, passaram pela infelicidade de verem desaparecer, ainda tão jovens, três componentes da família e José Carlos teve que enfrentar quase sozinho a peleja do comando de uma grande empresa, onde os sócios se compõem, na sua maioria, de jovens. Mas ele e o irmão Severino não se entregaram! Seu conceito de dignidade conquistou a sociedade empresarial do meio, o que lhe garante um crédito imensurável e a conquista da confiança na indústria açucareira. Na última quinta-feira, o industrial José Carlos Maranhão foi homenageado pelos seus relevantes serviços prestados à economia alagoana, no 4º Prêmio TOP Etanol, em São Paulo, uma das maiores distinções do setor sucroenergético.

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