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Opinião

O LEGADO DOS GRANDES EVENTOS – II

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A Copa do Mundo de 2014 e sua preliminar Copa das Confederações geraram uma onda de notícias distorcidas sobre os recursos aplicados pelo governo federal em estádios, transporte público, segurança e um sem número de obras e serviços que servirão ao povo brasileiro. Um dos fios desse novelo de mexericos tem tecido político-partidário que enrolam pessoas de boa-fé. O governo vai dialogar com os movimentos sociais para fixar a imagem positiva da Copa, assim como a das Olimpíadas de 2016, fontes de oportunidades e festas de regozijo do povo brasileiro. A palavra de ordem é servir à sociedade, dando-lhe voz e poder de decisão, e para tanto isolando os oportunistas que manipulam números e surfam nas águas turvas de antigos problemas sociais que, enfim, estão sendo enfrentados com recursos e determinação. As comparações dos ?gastos da Copa? com os da educação e saúde são impróprias. A Copa não desviou um centavo de recursos destinados a escolas e hospitais. Os números são eloquentes. De 2007, quando ganhamos o direito de realizar o torneio da Fifa, até 2013, os investimentos em educação e saúde somaram R$ 758,6 bilhões. Em contrapartida, a soma dos gastos e investimentos que são relacionados à Copa chegam, até agora, a R$ 28 bilhões. Nesse total, estão as obras do PAC que deveriam ser realizadas com ou sem Copa. Nada menos que 62% dos investimentos estão em obras reclamadas pela população, de segurança a transporte, de turismo à ampliação e modernização de aeroportos que sozinhos consomem R$ 8,4 bilhões. O dinheiro do governo federal é aplicado nesses projetos estratégicos. Ocorre que o principal alvo da reclamação seletiva, ou seja, os estádios, não recebe recursos da União a fundo perdido. Na ponta do lápis, até agora, R$ 3,8 bilhões foram emprestados ? e não doados ? pelo BNDES a empresas e governos estaduais. O repasse para o Itaquerão em São Paulo demorou dois anos em discussões sobre as garantias bancárias exigidas do Corinthians. Se é empréstimo, tudo será devolvido aos cofres públicos. O povo brasileiro recebe bem a Copa, pelo esporte, pela festa, pelas oportunidades. Se os serviços públicos deixam a desejar, motivando justas reclamações da população, os bons efeitos da Copa vão elevar os gastos e investimentos sociais.

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