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Opinião

Tratando da sa�de p�blica adoentada

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Nenhum problema de envergadura pode ser equacionado sem polêmica. Dispensando o choque de ideias divergentes e a inevitável lapidação das propostas, finda por, mais das vezes, produzir ao fim e ao cabo projetos nos quais se mesclam diferentes proposituras. Mas se faz necessária a apresentação de uma diretiva, até como provocação para que os nós górdios possam ser desfeitos de forma distinta da realizada por Alexandre, o Grande, que nos idos do ano de 334 a.C., impaciente por não ser capaz de desatá-lo, simplesmente cortou-o com sua espada. Não adianta tentar, fora da lenda, resolver certos problemas na base do voluntarismo, muito menos a fio de espada. Há que se construir soluções práticas e criativas. E que não sejam demoradas, pois de boas ideias inconclusas o Brasil está repleto. Este é o caso do espalhamento da assistência médica pelos rincões brasileiros. Apropriadamente, a presidente Dilma Rousseff editou uma Proposta de Emenda Constitucional onde apresenta algumas proposições interessantes para enfrentamento contemporâneo deste histórico problema brasileiro. Polêmicas são essas proposituras apresentadas. Melhor assim, pois a agitação intelectual em torno dos temas poderá, se bem conduzida, promover ajustes e correções que venham a contribuir para o aperfeiçoamento do proposto ou até proporcionar a substituição de um plano por outro mais eficiente. O que não pode é ficar como está, com um grande número de viventes da população brasileira apartada da assistência médica cotidiana e a parcela atendida ver-se, a cada dia, em situação mais precária. O esgarçamento do tecido de atendimento médico no Brasil é amplo, geral e irrestrito, alcançando nos últimos anos até quem paga caro por planos de saúde adoentados e incapazes de manter o nível razoável de retribuição a seus contratantes. Deve ser bem-vinda a chegada de médicos estrangeiros, assim como deve ser aplaudida a implantação de um período de trabalho dos recém-formados junto ao SUS, dentre outras propostas. São ideias perfeitas? Revolucionárias? Não, nada disso. São imperfeitas, paliativas ? mas algo precisa ser feito. Que projetos melhores sejam apresentados, mas, enquanto isso...

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