loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

O LEGADO SOCIAL P�S-COPA

Ouvir
Compartilhar

Quando alguma autoridade tenta justificar que o brasileiro é contra a realização da Copa, apenas mascara o que está por trás, nos bastidores da organização do evento mais cobiçado pelo mundo, o maior espetáculo esportivo do planeta. Os países anfitriões ao final do campeonato recebem um legado revertido em benefícios que muda as condições de infraestrutura e vários setores fundamentais para a sociedade. Estima-se que 500 mil turistas virão ao Brasil para assistir à Copa e os nossos aeroportos continuam sendo problema para receber um grande volume de passageiros. Quase todas as cidades-sede têm dificuldades enormes com o transporte público de péssima qualidade, fundamental para o deslocamento das pessoas para hotéis, restaurantes, estádios e pontos turísticos. A Copa das Confederações provou claramente que cidades como Recife, Fortaleza e Salvador ainda estão fora do contexto com relação ao item mobilidade urbana. Os governos federal e estadual precisam investir bastante no pouco tempo que resta na melhoria de estradas que ofereçam condições e segurança. Em Alagoas, o acesso pelo Litoral Norte é simplesmente uma temeridade para os visitantes que desejam conhecer as praias mais bonitas do Brasil. E certamente serão milhares. A AL-101 é um permanente convite à tragédia. Ainda há tempo para o Estado agir com a urgência que o momento exige. Para realizar a Copa, a rede hoteleira precisa estar preparada para receber turistas com condições adequadas de conforto, qualidade e praticidade em todos os seus serviços. Não bastam os maravilhosos hotéis cinco estrelas. Os visitantes querem hospedarias de médio porte, baratas e com conforto, o que também estimulará o turismo interno. Como já foi dito repetidas vezes por milhões de pessoas, o brasileiro não é contra a realização da Copa do Mundo. É contra os R$ 28 bilhões de custo, seis vezes mais que na Alemanha, incluindo R$ 7 bilhões em estádios entre eles o de Brasília, com absurdos R$ 2 bilhões. Lá, o futebol é péssimo, sequer chega a uma primeira divisão e o público médio nos jogos é de mil e quinhentas pessoas. Essa história de que as arenas servirão para grandes eventos extrafutebol é conversa fiada. Depois da Copa, serão elefantes brancos, sim, em muitas cidades. O tempo provará isso. O povo é contra a imposição do ex-presidente Lula para que fosse construída uma arena para beneficiar o seu ?Curintias?, garantindo R$ 400 milhões de financiamento do BNDES e mais R$ 420 milhões em isenção de impostos. Não custa lembrar que o Morumbi, com pouco investimento, estaria em totais condições para ser o estádio de abertura do mundial. Com isenção de R$ 1 bilhão em impostos pelo governo brasileiro, a Fifa obterá o maior lucro da história das Copas do Mundo, estimado em R$ 8,8 bilhões. Nada contra. Só nos resta saber que legado social ficará para o Brasil pós-mundial.

Relacionadas