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Opinião

O GRITO DA JUVENTUDE

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O mês de junho pretérito do ano fluente foi marcado pelas manifestações estudantis nas principais capitais do país. No bojo das reivindicações, constava: reforma política (sem plebiscito), transferência pública nas esferas federal/estadual municipal, fim da corrupção generalizada; e, principalmente, melhoria nos transportes coletivos. A Câmara dos Deputados, capitaneada pelo caroneiro de avião da FAB, estava à mercê da presidente Dilma Rousseff, ou seja, somente colocava em pauta matéria referendada pelo epicentro do poder. E, por isso, a juventude foi às ruas bagunçando a farsa petista travestida de democracia proletária. As redes sociais, por sua vez, arregimentaram exército de insatisfeitos com o descaso para com a coisa pública. Educação sucateada, coletivos ultrapassados, escola aquém da demanda, e, sobretudo a saúde pública na UTI. Vaticinara Martin Luther King: ?O que me preocupa não é o grito dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que me preocupa é o silêncio dos bons?. Implodiu a inércia parlamentar, bem como obrigou as duas Casas congressuais a legislarem em prol do bem comum. O barulho das ruas rompeu o silêncio do Palácio do Planalto que, por sinal, ficou acuado com a estudantada exigindo acordar o gigante adormecido. E, portanto, a presidente assistiu a tudo estupefata sem entender o significado da força popular. O inolvidável Padre Vieira legou à posteridade: ?Para se falar ao vento bastam palavras; para se falar ao coração são necessárias obras?. Que chegam às pressas pela juventude enfurecida pelo marasmo político. E, de quebra, as passagens ficaram acessíveis à classe trabalhadora que sofre há mais de dez anos. Senador Fernando Collor (PTB) saiu fortalecido nessas manifestações por se juntar à juventude antes da visita ao Brasil do papa Francisco. Defende, portanto, o parlamentarismo como sistema de governo moderno. Por essas razões, tem cadeira cativa no Senado Federal. Na hipótese de concorrer ao governo, por certo, retornará à República dos Palmares com largas chances de vitória. Afinal, ?ninguém se perde no caminho da volta?. Vamos à luta!

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