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Opinião

O Estado e o imp�rio da viol�ncia

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Por alguns meses, a população alagoana chegou a alimentar esperanças com uma série de anúncios feitos por autoridades do governo para o setor da Segurança Pública. Assustadas e preocupadas com o avanço da criminalidade em todos os bairros da capital e em todas as cidades do Estado, que logo colocou Alagoas entre os Estados recordistas neste item nos últimos anos no país, e no rol das regiões mais violentas do mundo, o próprio chefe do Executivo, o titular da pasta da Segurança e assessores mais próximos prometeram ações rápidas e até inéditas para o enfrentamento da criminalidade. Tudo indica que as propostas e promessas acerca de ações de prevenção e combate às dezenas de assassinatos que já vinham ocorrendo semanalmente há meses, juntamente com outras formas de crimes violentos, nas ruas, nas estradas, nas cercanias das cidades e nos recintos destinados aos shows e a outros tipos de eventos, tinham e ainda têm como finalidade principal o desvio de atenções de outros fatos condenáveis com o uso de recursos públicos. Se cada medida anunciada, inclusive como emergencial, fosse realmente executada, com a certeza da previsão dos recursos no orçamento estadual e de convênios firmados com a União, e a garantia dos repasses das verbas federais, o povo alagoano não estaria agora frustrado e cada vez mais se sentindo desprotegido pelo Estado e amedrontado. Não podem ser outros o entendimento e a sensação das pessoas de todas as idades que vivem cercadas, como os cidadãos maceioenses e os alagoanos, em geral, pelos males comuns de uma guerra de verdade entre nações. A ocorrência, nesta semana, de novas invasões às salas de aulas e de novos assaltos feitos por marginais jovens, no campus da capital da Universidade Federal de Alagoas, é mais uma prova da necessidade da transformação de mentiras em fatos concretos das coisas que vêm sem sendo prometidas pelas fontes governamentais com vistas a acabar com o império da violência que atormenta o país e principalmente este Estado. A segurança pública, agora mais do que nunca, deve ser colocada no topo de todas as prioridades. Sobretudo, nesta ?Terra dos Marechais?.

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