Opinião
INSTITUTO LULA
Cláudio Humberto, em sua coluna de 21/06, publica nota informando que o ex-presidente Lula fará uma nova visita à Etiópia, para ações de ?Cooperação? do Instituto Lula. Três assessores pagos com o nosso dinheiro, que se traduz em extorsivos impostos, seguirão primeiro para os acertos. Não seria absurdo e nem motivos para comentários, se esse cidadão comum hoje, movido pelo espírito de colaboração, oferecesse seus préstimos a estrangeiros, pagando de seu próprio bolso, porque, segundo divulgação, é um homem rico e desfruta de gordas aposentadorias. Ora, em tendo sido presidente por dois mandatos, originário de uma região pobre, por que não faz trabalho desse tipo aqui no Nordeste e em sua própria terra, que não foge à regra geral dos carentes? Ao passar pelo povoado Caetés, em Garanhuns, pagando as despesas do meu bolso, constatei, indagando de algumas pessoas, por curiosidade, que aquele lugar onde ele nasceu permanece no mesmo marasmo de antes, se não pior. Entendo que a caridade há de ser feita sempre e que os necessitados precisem. Contudo, parto da premissa de que não posso excluir o pão dos meus filhos, deixando-os com fome, para distribuí-lo a terceiros. Não se esclareceu que forma de ?colaboração? aquela entidade emprestaria ao país africano, mas, em qualquer circunstância, se o instituto em questão não tem fonte própria de renda. Como bancar despesas desse tipo, quando nossa sofrida pátria reclama por permanente e efetiva colaboração? Não sou fã do ex-presidente FHC, mas faço uma indagação: por que não se aplica o mesmo tratamento em relação ao instituto que ostenta o nome deste último mandatário? Salvo prova em contrário, não leio notícias de que FHC tenha efetuado viagens e realizado conferências, cercado de assessores custeados com dinheiro público! O doutor honoris Lula, ao contrário, não só tem assumido a função de presidente adjunto como opina constantemente nos assuntos de Estado, gozando de privilégios inadmissíveis. Seria mais interessante, como já foi sugerido por cientistas políticos e autoridades respeitáveis, que se formasse um Conselho de Alto Nível, formado de ex-presidentes, para assessoramento ao titular do cargo, inclusive com poderes para propor medidas importantes e, inclusive, postular perante ao Judiciário, ungido de, forte legitimidade constitucional, buscando anular e modificar os atos do supremo mandatário da República. Seria oportuno discutir a possibilidade de se instalar o parlamentarismo, aproveitando a proposta de Dilma, sobre plebiscito buscando viabilizar a Reforma Política.