Opinião
Por falar no Mapa da Viol�ncia...
O Programa Brasil Mais Seguro - Quem Ama Alagoas Constrói a Paz, que completou dois anos em junho último, até hoje não resultou na redução de nada em relação à criminalidade no Estado, sobretudo no tocante às mortes por causas externas, entre os quais os assassinatos, principalmente de jovens e mediante o uso de armas de fogo. Agora, o povo alagoano se sente enganado com as não poucas promessas falsas e depois de tanto contentamento do governo estadual e assessores. Mesmo contando com o referido programa, cujo lançamento foi prestigiado pelo ministro da Justiça e outras autoridades do poder central. E sem faltar os recursos financeiros, materiais e apoio logístico imprescindíveis. Graças a uma série de fatores que somente vingam onde prosperam as incapacidades e a falta de compromisso com os anseios maiores e mais urgentes de toda coletividade, o Mapa da Violência 2013, Homicídios e Juventude no Brasil, divulgado nesta quinta-feira pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), revela que Alagoas registrou um crescimento de 171,1% no número total de assassinatos entre os anos de 2001 e 2011. Conforme a publicação, a média anual de homicídios, por grupo de 100 mil habitantes, cresceu 146% no mesmo período. Com estes dados sobre as mortes violentas no país, não restam mais dúvidas de que estamos perdendo a guerra diante dos bandidos. A assertiva é verdadeira e a triste realidade é de fácil constatação com os números que indicam o crescimento da quantidade de vários tipos de delitos. Principalmente assassinatos por armas de fogo e de jovens, em 2011, quando o governador de agora comemorava a própria reeleição. Quando o Brasil Mais Seguro foi lançado em Maceió, o próprio ministro da Justiça disse que o programa seria um modelo piloto a ser implantado em Alagoas e que, devido ao irrestrito apoio do governo federal, a proposta teria a obrigação de prosperar no Estado. Será ótimo, não apenas para as pessoas de Alagoas, que o ministro da Justiça e milhões de brasileiros que se sentiram mais esperançosos com o Brasil Mais Seguro tenham as melhores expectativas neste sentido alcançadas. Mas se levarmos em conta o que consta do mais novo Mapa da Violência no Brasil, notaremos que há a necessidade de urgentes cobranças de resultados reais da utilização das verbas oriundas dos esforços e dos sacrifícios dos cidadãos e das cidadãs de todas as classes. Verbas que deviam e devem ser gastas onde a falta de decisões efetivas e de preocupações com o social existe na forma mais grave.