Opinião
A EVOLU��O DO HANDEBOL BRASILEIRO
O Brasil dá mais um passo importante no desenvolvimento do esporte nacional. O anúncio dos patrocínios estatais dos Correios e do Banco do Brasil ao handebol, que somam R$ 9,4 mi, mostra o esforço conjunto do governo federal para apoiar nossos atletas. Do total de recursos, R$ 6,5 mi fazem parte do Plano Brasil Medalhas e serão usados para a preparação das seleções brasileiras visando aos Jogos Olímpicos Rio 2016. Talento dentro de quadra não falta para o país conquistar uma medalha olímpica inédita. Nos últimos anos, nossos jogadores têm chamado a atenção internacional. Contamos atualmente com a melhor jogadora de handebol do mundo, a ponta direita Alexandra Nascimento, a Alê. A seleção feminina, em especial, vem encantando o mundo. Em 2011, a equipe ficou na quinta colocação no Mundial disputado em São Paulo. Na Olimpíada de Londres, o país conquistou a melhor colocação na história da modalidade nacional: sexto lugar geral. Vencemos seleções medalhistas olímpicas e fizemos um jogo épico nas quartas de final contra a Noruega, que viria a conquistar o ouro. O handebol é uma modalidade especial. Praticado por muitas crianças brasileiras na fase escolar, o esporte divide a paixão dos estudantes com o futsal, nas quadras espalhadas pelas escolas do país. Os resultados atuais são frutos de investimentos. O trabalho de preparação das seleções para representar o país no Rio 2016 começou no último ciclo olímpico. Foram oito convênios entre o governo federal e a confederação da modalidade, com valor de cerca de R$ 21 milhões. Os atletas também recebem apoio direto. O suporte financeiro por meio do programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, beneficia neste ano 232 jogadores, nas diferentes categorias. Outro grande presente que o handebol receberá é a concretização do Centro de Desenvolvimento do Handebol Brasileiro. Em construção na cidade de São Bernardo do Campo, SP, o equipamento, que conta com R$ 12 milhões investidos pelo ministério, garantirá as condições necessárias para as seleções manterem o foco na preparação e na evolução da modalidade. Daqui a três anos e meio, nossos jogadores e jogadoras estarão competindo em casa, com todo o apoio da torcida brasileira. Temos a convicção de que os investimentos ajudarão a desenvolver a modalidade, fazendo com que mais jovens se inspirem no exemplo dos grandes nomes do handebol brasileiro.