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As solu��es para a Sa�de, que est� na UTI

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?O governo brasileiro está construindo um novo ciclo de desenvolvimento no setor do país?, disse, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, referindo-se ao campo de atuação do ministério do qual é titular, como informou a Agência Brasil. Na mesma ocasião, o ministro falou sobre duas das mais polêmicas propostas governamentais dos últimos anos: a contratação de médicos estrangeiros e a obrigatoriedade de atendimento, por acadêmicos, no Sistema Único de Saúde (SUS), durante dois anos após o fim do curso de Medicina. E afirmou que elas visam a garantir a melhoria do atendimento no serviço público. O ministro também declarou que ?Saúde não se faz sem profissionais de qualidade. Hospital bem estruturado sem médicos é como se fosse hotel de luxo e não oferece nada. [São] médicos comprometidos que fazem a diferença para salvar vidas?. Correto! Porém, antes de tudo, é importante que todas as esferas de governo se unam na busca de soluções para vários problemas antigos e recentes, tão sérios quanto a escassez de médicos, de outros profissionais, bem como de técnicos e auxiliares devidamente capacitados nas periferias das grandes cidades e nos municípios menores e mais distantes das capitais e das principais cidades das regiões mais desenvolvidas nos Estados. Todos nós sabemos que a Saúde Pública no Brasil está na UTI. Mas é necessário relembrar que esta realidade tem sua origem em questões preservadas ao longo de décadas e que deveriam desaparecer depois da existência do Sistema Único de Saúde e de outros avanços da ?Constituição Cidadã?, em vigor, já com tantas alterações recebidas, muitas das quais sem os efeitos esperados ainda não realizados. São desafios que seguem merecendo atenções prioritárias, entre os quais a humilhação enfrentada pela ?clientela? do SUS em hospitais e ambulatórios, devido à falta de leitos e em decorrência de outras deficiências estruturais. A maioria dos fatos que ora relembramos já não mais seria causa de queixas, cobranças e críticas, se houvesse o interesse maior dos responsáveis pelo repasse e pela aplicação do dinheiro público quanto à destinação final correta dos recursos, a realização efetiva de ações educativas para as prevenções contra as enfermidades, sobretudo as endêmicas e epidêmicas. Sem esquecer a importância e a urgência em relação a uma maior valorização dos médicos, enfermeiros e de outros profissionais e técnicos dos estabelecimentos prestadores de serviços de saúde públicos ou conveniados ao SUS, mediante salários e pagamento pelos procedimentos justos, e oferta maior de cursos de Medicina em escolas públicas.

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