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A presen�a do papa no Brasil e as ru�nas do Pap�dromo

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A semana começa com as atenções do mundo inteiro voltadas para a primeira visita do papa Francisco ao mais católico dos países. Sua santidade desembarcará no Rio de Janeiro amanhã para participar de um dos maiores eventos da História: a Jornada Mundial da Juventude. Ao longo da semana, além de comparecer ao encontro com os jovens e autoridades do clero e representantes dos três poderes e de diversos segmentos da população, entre as quais as mais pobres, o pontífice celebrará missas e estará em outros atos religiosos em vários lugares do antigo Distrito Federal e no Santuário Nacional Nossa Senhora da Aparecida, em São Paulo. O santo padre, em sua passagem pelo Rio, também tem sua presença prevista na inauguração de um centro para dependentes químicos, deverá visitar a comunidade da Varginha, no complexo de Manguinhos, onde abençoará moradores da comunidade conhecida como a ?Faixa de Gaza? carioca. Estará com jovens presos, entre outros momentos dos mais importantes, falará ao povo brasileiro em diversas oportunidades e anunciará a sede da próxima JMJ. A vinda do papa Francisco ao Brasil faz os alagoanos recordarem a felicidade e as emoções que tiveram em 19 de outubro de 1991, quando verdadeiras multidões do interior do Estado se uniram à população católica da capital nas boas-vindas ao papa João Paulo II, o primeiro dos sucessores de São Pedro a usufruir a hospitalidade do povo amável das Alagoas. Lamentavelmente, depois de apenas decorridos 22 anos do dia em que o saudoso papa esteve durante três horas, com os alagoanos e brasileiros de vários Estados em Maceió está em ruínas, abandonado pelo poder público, o principal marco do memorável acontecimento, o monumento que logo se tornou conhecido como Papódromo, erguido para servir de altar na missa celebrada pelo então chefe da Igreja Católica. Nem parece que ali foi aplicado, às pressas, expressivo volume de recursos públicos em gastos feitos pelos governos do Estado e da municipalidade, somados aos esforços de voluntários e trabalhadores, até os trabalhos finais do erguimento da monumental obra acrescida ao cenário da tradicional e populosa região lagunar do Vergel do Lago, justamente numa área que o governo estadual deveria preservar e construir outros equipamentos urbanos, restaurando e conservando os já existentes, obviamente. Até porque, ao que sabemos, o terreno onde está o Papódromo era patrimônio da União e passou a pertencer ao Estado. Que os símbolos desta primeira visita do papa Francisco ao Brasil e de tantos outros fatos históricos significativos e inesquecíveis como este não sejam desprezados como o nosso Papódromo!

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