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Opinião

Li��es que v�m de l� do norte

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Nem tudo que é bom para os Estados Unidos da América é bom para o Brasil, embora os idólatras do macaqueamento aos gringos considerem a assertiva da cópia pura e simples como o mapa da mina. Mas é muito útil observar atentamente como os outros países resolvem seus problemas. Fugindo às imitações fáceis, é-se possível encontrar caminhos próprios a partir de constatações da qualidade de soluções encontradas alhures. O sistema judicial e o sistema prisional são itens essenciais que os brasileiros deveriam observar atentamente nas outras nações mundo afora. Os exemplos vindos dos americanos do norte, neste aspecto, merecem atenção redobrada, mesmo considerando, no caso dos Estados Unidos, a diferenciações de Estado para Estado. Mas a questão da obrigatoriedade do prisioneiro trabalhar em quanto durar sua pena, fórmula empregada com variações em mais de uma unidade federada, é algo digno de estudos mais atentos. Algumas características do sistema judicial ianque, também observadas as variações estaduais, deveriam ser alvo de estudos permanentes. Só para citar um exemplo, vejamos as démarches do rumoroso caso do cubano-americano que sequestrou e manteve cativas três mulheres por dez anos, servindo-se delas como escravas sexuais. Ariel Castro é o nome do meliante. E o que aconteceu, há dias, decorridos meses da identificação do crime? O ?Barba Azul? confessou-se culpado, abrindo a porta para um processo menos burocrático, aceitando ser condenado à prisão perpétua para não correr o risco de ser enviado ao corredor da morte. Simples e prático assim. Naturalmente, o mundo civilizado está cheio de erros terríveis cometidos por todos os sistemas judiciais e penais. Não são insignificantes os exemplos de condenados à morte que foram considerados inocentes depois do veredito ? alguns chegaram a escapar do carrasco, outros não. Penas capitais devem ser evitadas em quaisquer circunstâncias, mas a complacência e a lentidão nos procedimentos não ajudam a sociedade, assim como o ócio entre as grades não reeduca ninguém. Olhar o mundo lá fora ainda é um bom caminho, também, para serem encontradas soluções ao sistema penal brasileiro.

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