Opinião
PENSAMENTOS SOBRE A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
Escrevi este texto em 2011, a propósito da Jornada da Juventude em Madri. Reproponho-o agora, adaptado, mas com a mesma convicção de então. A imprensa, admirada, comenta a JMJ. Fala do papa que atraiu tantos jovens; fala da vitória da Igreja... Que lições devemos tirar disto? Eis: os cristãos não devem nunca interpretar as coisas de Deus a partir dos critérios do mundo, particularmente aqueles da imprensa! Nossa visão tem que ser a partir do Alto, a partir da cruz e da ressurreição de N. S. Jesus Cristo! (1) Os jovens não foram ao Rio por causa do papa ? como no passado não foram por causa de João Paulo II ou Bento XVI: foram por causa de Cristo, foram para encontrar Jesus! Um papa nunca pode ser uma atração: não dança, não canta, não requebra, não é sarado, não faz pirueta e não aparece sob efeitos especiais! E se fizer isso, não é o papa, é a Xuxa! Os jovens foram pela sede que consome seus corações: por causa de Cristo, vida da nossa vida e saciedade da nossa esperança! (2) Um papa não tem que ser ?carismático? no sentido mundano. Todo papa é carismático, porque, uma vez eleito, recebeu o carisma, isto é a cháris, a graça própria do ministério petrino. O verdadeiro católico não ama um papa, não ama esse papa, ama o papa, escuta o papa, obedece ao papa ? exatamente porque é o papa, seja ele quem for! Para o católico todo papa é Pedro, e basta! (3) Essa multidão reunida não é e não pode ser uma prova de força da Igreja! Nossa força está unicamente na cruz de Cristo ? é a mesma força do início do ano, quando a imprensa decretava o fim da Igreja! Nossa força é Cristo, nossa vida é Cristo, nossa certeza é Cristo, nossa alegria e esperança é Cristo! (4) É verdade que os adversários do cristianismo passarão ? como já passarão tantos outros. Ficará a Igreja, a Mãe católica amabilíssima, porque Cristo assim o quis e assim o prometeu! Mas, não devemos pensar aqueles jovens como um triunfo da Igreja sobre ninguém. O único triunfo que devemos buscar é o triunfo sobre o pecado nosso e do mundo inteiro! Se a Igreja tem inimigos externos, também nós a prejudicamos com nossos pecados e egoísmos, com nossa tibieza e falta de amor... Os piores inimigos da Igreja estão dentro dela! (5) Quanto à vitalidade da Igreja, ela não pode ser medida por números, por multidões ou eventos... Somente o Senhor da Igreja conhece o número dos seus, somente ele sabe do vigor e da fraqueza de sua Santa Esposa, nossa Mãe católica! Lembre dessas coisas, meu leitor!