Opinião
A NOBRE MISS�O DA SANTA CASA DE MACEI�
A Santa Casa de Maceió vive um momento ímpar em seus 162 anos de história. Nunca, em tão pouco tempo, tivemos tantas ? e históricas ? conquistas. É o certificado de Hospital de Ensino ou a Acreditação; ou o selo Hospital Amigo da Criança para o Hospital Nossa Senhora da Guia ou o de sustentabilidade financeira para a Santa Casa. Ao comemorarmos dez anos de gestão do provedor Humberto Gomes de Melo, sinto-me extremamente honrada em dar as boas-vindas aos novos colegas da Irmandade da Santa Casa de Maceió. Com os novos irmãos, novas ideias, energias e fontes de inspiração serão compartilhadas a partir de valores de retidão, cidadania, solidariedade e de integridade, sintetizados na história de vida de cada um. Ninguém está aqui por acaso, por proteção, por compadrio, para receber privilégios ou favores. Estamos aqui para ajudar a Santa Casa em sua nobre missão, que é a da solidariedade para com o próximo expressa no mandamento ? ajuda seu irmão e colabora para diminuir suas dores e angústias! O que faz a Irmandade nesta instituição? Assessora a Santa Casa em sua missão perante Deus e os homens. Vocês, caros irmãos, chegam em um momento especial, em que o Brasil recebeu o papa na JMJ, quando ele pregou solidariedade, fraternidade e ajudou aos necessitados. Chegam no momento em que o país sofre abalos sociais e morais; em que se debate a formação dos futuros médicos e vê pacientes e parturientes aguardando socorro em corredores inapropriados ou mesmo sem assistência. Por isso, digamos juntos: vida longa ao Hospital Nossa Senhora da Guia, exemplo de atendimento humanizado para o país! No final do século 19, quando esta Santa Casa se constituiu, com a chancela da Igreja Católica, não havia jardins nem canteiros. Porém, desde o início, sempre houve flores, flores humanas representadas por irmãos e médicos abnegados, que, com sua solidariedade, procuraram fazer, com o mínimo, o máximo, e dos óbices, o sucesso. Há um sentimento na Santa Casa de Maceió que paira sobre os demais ? a bondade. O filósofo francês Lacordaire dizia que não é pelo gênio, pelo poder e nem pela glória que se mede a dimensão da alma ? é pela bondade. Sinto que estamos todos aqui pela bondade que abrigamos em nossos corações e pelo amor a nossa Santa Casa, ela que nasceu da misericórdia, vive da bondade e pela bondade se eternizará.