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Opinião

O MUSEU DO TITANIC EM BELFAST

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Em 2012 completaram-se os cem anos do naufrágio do navio Titanic, que foi construído nos estaleiros de Belfast. Nunca se conformaram com o acontecimento que, em 14 de abril de 1912, encerrou, de forma trágica, a vaidade dos construtores do maior, mais moderno e luxuoso transatlântico, daquele tempo. Muitas personalidades mundiais da época participaram da famosa viagem. Construído pelos estaleiros da veterana empresa Harland & Wolff, nunca foi bem explicado o motivo real do desastre. Em Belfast, depois que, em 1982, os restos foram encontrados perto de Nova York, nas profundezas do mar, construíram um museu, que visitei, com objetos trazidos do navio, para comemorar o centenário do acontecimento. Louças, panelas, restos das máquinas, móveis, retratos dos sobreviventes e das pessoas importantes que submergiram com o navio etc. Olhamos todas aquelas lembranças com grande emoção. O filme Titanic, feito em Hollywood há algum tempo, exprimiu com grande realidade essa terrível desdita. Em Belfast, também visitamos o Britânia, navio particular da rainha, que já não é mais usado, porém está exposto à visitação pública por algumas libras. Que luxo! Belíssimo! Mais uma noite de viagem e chegamos a Dublin. Sua história remonta à era dos vikings e vestígios desse passado ainda são visíveis nas ruazinhas estreitas da cidade antiga. Catedrais e igrejas maravilhosas, galerias de arte, museus e edifícios históricos revelam o passado milenar da capital da Irlanda. Mas é mais conhecida pelas suas praças georgianas e esplêndidos jardins públicos. Na literatura e na arte, tem desempenhado importante papel no desenvolvimento do país. Sentimos isso no contato com o povo e no aspecto dos lugares por onde andamos. Amanhecemos em Cork, segunda cidade da Irlanda, com edifícios notáveis, oriundos da época medieval. Visitamos suas duas admiráveis catedrais: a de Maria (católica) e a de São Fimbarre (protestante). A vida cultural é palpitante. Música, teatro, literatura e cinema têm importante papel na existência da cidade. Uma fortíssima tempestade obrigou o barco a ficar atracado no cais de Cork toda a noite e, assim, nos atrasamos um dia, o que nos impediu de visitar o País de Gales. Tivemos que seguir direto para Southampton. Levamos mais dois dias no mar até chegarmos ao destino. Para consolo, as despedidas a bordo fora agradáveis. Felizes, chegamos a Londres, depois de duas horas de ônibus apreciando os campos bem cuidados da Inglaterra.

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