loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 01/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

O MENINO ASSASSINO

Ouvir
Compartilhar

Na Universidade de Pavia, Girolamo Cardamo era professor de medicina. Sua mulher foi envenenada e morta pelo filho único do casal,sendo o menor decapitado pelo crime. O relato de Cardamo da tragédia é uma das primeiras descrições da medicina sobre uma possível Personalidade Psicopática. Desde então,o psicopata tem despertado as atenções de personalidades exponenciais do estudo da mente humana, como Pinel, Prichard, Morel, Kurt Schneider e mais recentemente Cleckley, que descreveu a psicopatia como um conjunto de comportamentos e traços da personalidade específicos. Essas pessoas seriam encantadoras a primeira vista, causariam uma boa impressão e seriam tidas como normais para quem as conhecesse superficialmente. No entanto, seriam egocêntricas,desonestas e indignas de confiança. Se divertiriam com o sofrimento alheio e jamais sentiriam culpa. Sempre culpariam os outros por seus erros. Teriam dificuldade para refrear seus impulsos, mas dissimulariam bem seus instintos. Estudos mostram que 25% dos prisioneiros nos Estados Unidos da América são psicopatas. Mas mostram também que grande número deles está livre. Geralmente, são muito inteligentes e muitos deles são bem-sucedidos na política, nos negócios e nas artes,entre outras atividades. Três equívocos relacionados com a psicopatia permanecem vivos: um, a violência, estudos mostram que a maioria não é violenta; embora alguns serial killers tenham personalidade psicopática, grande parte das pessoas violentas não é psicopata. Outro: os psicopatas não são psicóticos,esses perdem o contato com a realidade. Os psicopatas são geralmente muito racionais, sabem que suas ações são condenáveis, ilegais, mas desprezam a opinião alheia. São megalômanos. Último equívoco: não existiria tratamento. A verdade: a psicopatia pode ser diagnosticada na infância,na adolescência e submetida a tratamento, que pode ajudá-los a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos. Poderia ter sido o caso do menino de São Paulo, que teria exterminado a família de policiais. Mas o seu suicídio é incompatível com o perfil dos psicopatas, que não sentem culpa. A mente humana continua sendo um imenso desafio para a ciência, não por outra razão, os seus estudiosos tanto de digladiam.

Relacionadas