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Nº 5756
Opinião

�lcool e exporta��o

HUMBERTO MARTINS * Uma das principais metas econômicas do Brasil para os próximos anos é exportar mais, e um dos produtos com melhores perspectivas de ampliação de comercialização é o álcool à base de cana. Para assinalar a realização do Prêmio Master

Por | Edição do dia 19/11/2002 - Matéria atualizada em 19/11/2002 às 00h00

HUMBERTO MARTINS * Uma das principais metas econômicas do Brasil para os próximos anos é exportar mais, e um dos produtos com melhores perspectivas de ampliação de comercialização é o álcool à base de cana. Para assinalar a realização do Prêmio Master Cana 2002, seus promotores editaram um caderno contendo várias reportagens, entre as quais vale mencionar, pela sua importância, matéria da jornalista Mônica Magalhães sobre a importância do álcool para abertura dos mercados. “O uso do álcool com o combustível – seja misturado à gasolina, como no caso do anidro, ou direto na bomba, como o hidratado – aos poucos tem despertado interesse internacional. No momento, é o único subproduto da cana com potencial de expansão. A ampliação do mercado de açúcar, ao contrário, tem perdido força à medida em que os países protegem seus mercados, com imposição de barreiras tarifárias e subsídios”, destaca a jornalista. Maior produtor exportador mundial de álcool, com os menores custos de produção, o Brasil está recorrendo à Organização Mundial de Comércio (OMC), para questionar os subsídios concebidos pela União Européia e seus agricultores. Enquanto a decisão não sai do papel, o setor sucroalcooleiro do País tem garimpado o mercado do álcool aos poucos, o que pode beneficiar também o setor do açúcar. Outras informações valiosas constantes do artigo: O incentivo à produção de álcool como alternativa de combustível renovável, que também proporciona a redução da dependência do petróleo, antes era tema de estudo de grandes países produtores de açúcar, como Índia, Tailândia e Austrália. Hoje o tema ganha contornos práticos. O governo da Índia, com dez destilarias de álcool, está incentivando a construção de mais 20. A partir de janeiro de 2003, nove províncias e quatro uniões federativas daquele país aprovarão a mistura de cinco por cento do álcool à gasolina. Iniciativa idêntica teve o governo tailandês, aumentando entretanto a mistura para dez por cento. O Japão, que protege fortemente seu mercado de açúcar, está interessado no mercado brasileiro de álcool. Não apenas na transferência de tecnologia, mas também na possibilidade de produzir álcool no Brasil e exportar para consumo pela frota japonesa. A produção mundial de álcool gira em torno de 20 bilhões de litros, dos quais a metade é produzida no Brasil. Os Estados Unidos são o segundo maior produtor, com mais de 7 bilhões de litros anuais. Os norte-americanos também têm planos de efetuar a mistura do álcool à gasolina a nível nacional. As discussões estão em estágio avançado no Congresso dos Estados Unidos. Na verdade, a própria Carta Pública do país assegura a venda e revenda de combustíveis de petróleo, álcool carburante e outros combustíveis derivados de matérias-primas, renováveis, acrescentando, contudo, que a exportação de álcool significa maior desenvolvimento econômico, além de superávit na balança comercial, sem esquecer a oportunidade de geração de novos empregos. (*) É DESEMBARGADOR DO TJ/ALAGOAS

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