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Uni�o e conflitos nas bases aliadas

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Muito se tem falado dos desencontros da presidente Dilma e de sua base aliada. Fica evidente a torcida, por parte de importantes veículos da chamada ?grande mídia?, de que surjam divisões irreconciliáveis capazes de não só fragilizar o governo, mas, fundamentalmente, de inviabilizar a repetição da eficiente composição de forças que possibilitou, dentre outros fatores, a vitória da primeira mulher para a Presidência da República no Brasil. Fogo amigo nunca foi novidade, nem aqui nem alhures, sendo inevitável a tentativa de rasteiras à sorrelfa; conflitos entre o governante e sua base parlamentar também são coisas muito antigas. O desafio é saber contornar esses obstáculos naturais e, antes de qualquer coisa, preservar a governabilidade. Ao governante, é cobrada habilidade excepcional na edificação da base de sustentação, missão para qual é cobrada mais arte que ciência, mais paciência que impetuosidade, autoridade e nunca autoritarismo. Na maioria dos casos, as atuais relações da presidente Dilma com parte de sua base aliada têm sido analisadas superficialmente, com uma infeliz tendência de busca das explicações simplistas (e eleitoreiras). O momento político brasileiro é mais complexo que possa supor a vã filosofia dos que se consideram tutores da opinião pública brasileira. Verdade é que a presidente Dilma Rousseff passa por época turbulenta em seu relacionamento com as siglas oficialmente apoiadoras. Esses estremecimentos são parte integrante e incontornável da arrumação partidária com vistas às próximas eleições, cuja campanha foi antecipada ? em mais de um ano ? pela oposição nucleada pelo PSDB desde que os tucanos foram excluídos da prefeitura paulistana no pleito do ano passado. E, desde então, as siglas governistas não têm reagido à altura, mais das vezes quedando-se imobilizadas, quando não fracionadas, pelo açodamento da campanha oposicionista. Como recuperar o espaço perdido? Preservando a ética, em primeiro lugar; e, em simultâneo, intensificando a legítima capacidade de rearticulação de sua base de aliados visando, em primeiro lugar, a recolocação do Brasil nos eixos. A eficiência nessa costura neutralizará as ?facadas pelas costas? e as tentativas de aproveitamento da situação.

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