Opinião
PILAR PERDE O MAIOR AUTODIDATA NASCIDO NAQUELA TERRA
A sociedade pilarense informa ao povo de Alagoas que às primeiras horas do dia 7 de agosto, partiu para a eternidade José Benjamim, conhecido por Benjamim, que dentro da sua singeleza trazia no currículo a marca de escritor, poeta e exímio orador de multidões, sobretudo encontros políticos. O prefeito Carlos Alberto recomendou que o velório acontecesse na Casa da Cultura, decretou luto oficial por 3 dias e esteve no funeral. Benjamim editou 10 livros, diversas poesias e de sua autoria a letra do hino municipal da terra que o viu nascer. Antes do sepultamento, foram prestadas homenagens ao saudoso pilarense. Estiveram presentes amigos do Benjamim, destacando-se o desembargador Sapucaia. O corpo fora sepultado no cemitério da cidade, onde oradores ressaltaram a vida do escritor e poeta. Acreditamos haver sido uma grande perda. Na condição de autodidata, fora uma revelação e enriquecimento para a cultura daquele povo. Por ocasião do lançamento dos seus livros, era verdadeira festa, pois convidava personalidades expressivas da sociedade alagoana para abrilhantar o evento. Fundou a Academia Pilarense de Letras e foi o 1° presidente daquela entidade cultural. José Benjamim não foi apenas uma luz que se apagou, porém, um farol incandesceste que atraia e iluminava não só a juventude estudantil da sua terra natal, todavia os adolescentes de Alagoas e quiçá do Brasil. Tinha conhecimento eclético, que ia do latim ao português, da religião à teologia e da filosofia ao campo científico. De uma memória fora do comum. Capaz de ouvir um discurso e armazená-lo na sua mente para reproduzi-lo no futuro a qualquer hora. Verdadeiro patriota. Deus era a causa do seu existir. Manteve, outrora, amizade com políticos da velha guarda. Sabia muito bem expressar-se. Era possuidor de uma humildade sem limite. Verdadeiro cidadão que honrou a terra de Costa Rego. No dia que fora sepultado, as águas da Lagoa Manguaba permaneceram tranquilas e cristalinas e as palhas dos coqueirais espalhados pelas margens daquele acidente geográfico estavam paradas, tais como verdadeiras sentinelas em respeito à morte do grande pilarense que partiu para a incógnita do infinito. Após realizarmos a retrospectiva do nosso poeta e escritor, resta-nos unicamente dar ao seu espírito não um adeus, mas um até logo, porque mais dias, menos dias, faremos essa grande viagem, mesmo que a fila esteja grande, contudo no porvir chegará a nossa vez. Requiescat in pace, irmão Benjamim.