Opinião
PONTE CARLOS (PRAGA): CEN�RIO DE AMOR E �DIO
Praga é famosa por ser um dos grandes centros culturais. Por duas vezes estive na cidade que é um dos mais belos patrimônios arquitetônicos da Europa. Capital da República Tcheca, vizinha da Alemanha, Polônia, Áustria e da Eslovênia de quem se separou. Atualmente, faz parte da União Europeia. O idioma é o tcheco. Muitos falam russo. A juventude cada vez mais fala o inglês. O turista que vai a Praga certamente visita a charmosa Ponte Carlos, palco de inúmeros shows: duo de violinos, violões, solitários pistons, saxofones, clarinetes. É um lugar mágico. Foi construída pelo Rei Carlos IV. Tem meio quilômetro de extensão. É uma verdadeira galeria de arte com seus arcos, estátuas e esculturas. Um dos pontos mais famosos da cidade que liga os bairros históricos de Malá Strana e Staré Mesto com inúmeros monumentos históricos para onde converge o turismo internacional. Existem algumas pontes notáveis no mundo: a Ponte Alexandre III em Paris tem um charme especial por sua rica decoração. A emblemática Ponte do Broonklin em Nova Iorque. A gigantesca Golden Gate que domina a Baía de São Francisco na Califórnia. A moderna Ponte Rio-Niteroi sobre a Baía de Guanabara, ligando a charmosa Rio de Janeiro (Corcovado, Cristo Redentor, montanhas, o luxo da floresta tropical no coração da cidade maravilhosa) à brejeirice de Niterói ornada por São Gonçalo e pela Praia do Saco de São Francisco. Mas a simpática Ponte Carlos é diferente tem uma história de luta inesquecível. Durante a Segunda Guerra Mundial, Praga, capital da antiga República da Checolosváquia foi tomada pelos exércitos de Hitler. Após impiedosa destruição de quase toda a cidade e milhares de mortos, vieram em socorro do seu povo os exércitos russos que a libertaram do julgo nazista. O povo tcheco recebeu festivamente os libertadores como heróis na Ponte Carlos no coração de Praga. Com o passar do tempo, estes mesmos libertadores tornaram-se implacáveis opressores, estabelecendo no país rigoroso regime comunista através dos países do Pacto de Varsóvia, liderados pela União Soviética. Anos depois, em 1968, houve uma grande revolta popular contra o regime. A bela cidade foi palco de vigoroso movimento que se tornou conhecido como a Primavera de Praga (semelhante às revoltas do mundo árabe de hoje) libertando o seu povo da ditadura comunista. Finalmente, o povo tcheco, culto, sofrido, se libertou dos seus algozes. Ponte Carlos, cenário de amor e ódio!