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Opinião

“CRIA��O DE ESTADOS”

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Surgiram notícias de que se pretende criar mais sete Estados, à semelhança da ideia que se concretizou na expansão dos municípios no país e a transformação de Territórios em Unidades Federadas. Busca-se, sim, na esfera política, a hegemonia de certos grupos que dominam as áreas apontadas, a exemplo de Tocantins e Mato Grossos do Sul, onde famílias tradicionais exercem o poder há anos, desde quando foram oficializados. Uma Rede de Televisão deu início a uma pesquisa com indagação sobre a necessidade de se ampliar o número de Estados, obtendo imediatamente respostas negativas, com explicações sobremaneira convincentes mostram, à evidência, a desnecessidade de se efetuar mais divisões territoriais, porque, ao invés de se oferecer à população carente um acervo de políticas públicas indispensáveis à qualidade de vida aos habitantes desprotegidos, ter-se-ia a formação de mais privilegiados. Para se ter uma noção preliminar do que esse absurdo projeto representará para as finanças do país, basta o somatório, prima facie, do que segue: a) Poder Executivo: 7 governadores e 7 vices; b) Mínimo de 20 secretarias de Estado e órgãos correlatos; c) 20 sub-secretários e coordenadores; d) Dezenas de departamentos, fundações, setores etc. e) Centenas de cargos comissionados e funções gratificadas; f) Cerca de mil municípios; g) Mil prefeitos e mil Câmaras com mais de 10.000 vereadores; h) 21 senadores e quase 100 deputados federais, dependendo da população e mais de 200 deputados estaduais. Vejo ocasião para propor que, ao invés de se implantar essas Unidades, melhor seria aproveitar o momento para fazer retornar à sua condição anterior, os Territórios que foram elevados à categoria de Estados, porque a história nos mostra que o progresso almejado não se concretizou a contento. Serviu, sim, para eleger e reeleger senador o alienígena José Sarney. Não importa a sua expansão geográfica e sim os benefícios práticos que trarão à nação, em seu conjunto. O que vemos, ao contrário do alardeado, é o desenfreado e desordenado desmatamento naquela região, muito embora exista um ministério chamado estranhamente do Meio Ambiente, ancoradouro (como das Cidades; da Pesca; dos Portos etc.), do empreguismo. Somos nós os pagadores dessa incalculável conta. A insensibilidade de um governo que ?convocou? os mensaleiros do Congresso Nacional para uma votação conhecida gera repulsa e revolta.

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