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CARTA DO DR. HEMERSON

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Circula nas redes sociais carta do dr. Hemerson Casado Gama, cirurgião cardiovascular alagoano, 46 anos, dos quais 24 no exercício da profissão, dirigida a Renan Calheiros, presidente do Senado Federal. Na missiva, diz que, há cerca de um ano, foi acometido por uma doença degenerativa, chamada doença do neurônio motor, mais conhecida como a temida ELA ? Esclerose Lateral Amiotrófica. ?Destrói progressivamente os neurônios motores que comandam o movimento dos nossos músculos e que pode afetar a musculatura da respiração e da deglutição o que torna esta patologia de alto grau de mortalidade com média de sobrevida de cinco anos?. Como até este momento não existe a cura e o tratamento é apenas paliativo, aumentando a sobrevida em apenas seis meses, com o medicamento Riluzol, distribuído pelo Ministério da Saúde, ?a esperança reside nas pesquisas com novas drogas e com células-troncos implantadas na medula espinhal?. Estranha dr. Hemerson que, mesmo possuindo o Brasil bons centros de pesquisa e unidades hospitalares, não participemos de estudos e pesquisas, deixando na exclusão cerca de 14 mil brasileiros acometidos por esta doença. Os tidos como referência em implantes de células-tronco com melhores resultados, são EUA e Israel, estando ele na lista de espera de um estudo na Universidade de Moscou para morar na Rússia em 2014 e na lista para estudos americanos sem garantia de aceitação. O que pede dr. Hemerson como ?cidadão das Alagoas? e membro da Associação de Portadores da ELA, do Movela ? movimento em prol ? membro, na qualidade de paciente, da comissão parlamentar de doenças raras com os deputados Rosinha da Adefal e Maurício Quintella, sob a coordenação da deputada Mara Gabrill? Que gostaria de participar de pesquisas nesses centros, e para tanto urge que o Senado, o Ministério da Saúde e o Itamaraty conectem-no com esses centros e disponibilizem passaporte diplomático para melhor mobilidade nesses países, além de ajuda financeira para tanto. Quer, como médico que já participou de tantas pesquisas na área de sua especialidade, colaboração para visitar esses centros e ?discutir com laboratórios, cientistas e pacientes as expectativas de resultados, os métodos, custos e uma cooperação com institutos de pesquisas no Brasil... para que brasileiros possam tirar proveito?. Encerra dizendo que ?os erros de digitação já são reflexo de minhas dificuldades?. Esperamos que as autoridades atendam a sua quase súplica enquanto lhe permite a mobilidade.

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