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Opinião

Aumento do pre�o dos combust�veis

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Depois de anos de expectativa, comentários oficiais, ou semioficiais, indicam a possibilidade concreta dos combustíveis derivados do petróleo sofrerem alguma alta em seus preços ao consumidor. A chamada ?mídia especializada? fala em algo como 5% a mais no preço da gasolina, com alguns arriscando ? sem consenso ? na mesma percentagem aplicada sobre o diesel. Por enquanto, comentários. Comentários que têm toda lógica, pois quem quer que acompanhe o noticiário percebe, há tempos, a pressão terrível para que os valores cobrados nas ?bombas? sejam ajustados para cima. Razões óbvias estimulam essa previsão mesmo para quem não é da mídia, nem mesmo especializado em economia. É público e notório que a mão forte e visível do governo segura, com bastante esforço, o ?congelamento? do preço dos combustíveis. E não apenas dos derivados do petróleo, mas o álcool também sofre da mesma opressão. O pressionamento governamental tem razões também ululantes. A mais simples delas é a antipatia da opinião pública por qualquer tipo de aumento de preço. Lembram-se dos famosos 20 centavos que incendiaram o Brasil? Também não é difícil entender a conceituação dos combustíveis como potenciais indexadores da economia. O que se paga por um litro de combustível repercute diretamente no bolso de quem não tem carro, pois além de todas as mercadorias serem transportadas à base do petróleo, este ainda é a base do que queima nos motores dos ônibus, metrôs e trens de passageiros. O uso da energia elétrica e dos combustíveis alternativos é algo estacionado no tempo, malgrado as pesquisas avançadas que apontam a sustentabilidade econômica e tecnológica dessas opções diferenciadas para alimentação dos motores. Tão estratégica é essa questão que, há anos, a mídia oposicionista bate sem pena nessa orientação congelante do governo federal. Não podendo atacar diretamente uma política tão simpática, investe-se pesado contra a Petrobras, que, obediente ao Planalto, segura a tremenda pressão pelo aumento do preço dos combustíveis. E agora resta esperar. E preparar o bolso, pois, mais cedo ou mais tarde, algum aumento brotará dos bicos das ?bombas?.

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