Opinião
Barragem Bananeiras
CÉLIA ROCHA * A conclusão da barragem Bananeiras, em Arapiraca, é uma exigência política da região para a diversificação de sua economia de forma competente e eficaz. A obra atenderá diretamente 105 produtores com exploração de agricultura irrigada às margens do açude, gerando 2 mil empregos diretos e indiretos e beneficiando nada menos que uma população de 250 mil habitantes em Arapiraca e cidades vizinhas. O fortalecimento da oferta de água em quantidade suficiente e de boa qualidade na região vai garantir alimentos e meios modernos de produção para hortifruticultura e piscicultura semi-intensiva, estabelecendo alternativas viáveis de crescimentos econômicos e sociais não só em Arapiraca, mas como em todo o Agreste e, conseqüentemente, em Alagoas. São cinco quilômetros de espelho de água, mostrando ao produtor agrestino que é possível se cultivar a esperança, plantar o sonho e colher uma promissora realidade quando se tem compromisso com a sua terra e com o seu povo. A barragem já está com 60% de suas obras executadas e se não sofrer interrupção poderá ser concluída em mais um ano, abrindo novas alternativas de renda e trabalho e consolidando a melhoria da qualidade de vida em nosso Estado. Não é uma obra de custo pequeno. Pela importância de sua finalidade, a barragem Bananeiras está orçada em R$ 19 milhões e para o próximo ano não há nenhuma previsão de recursos no orçamento federal para que suas obras não sejam interrompidas. Este ano, dos R$ 8,8 milhões estimados no plano de trabalho, foram liberados apenas R$ 3,9 milhões, o que nos deixa com um déficit de cerca de R$ 15 milhões. Na hipótese de haver paralisação do cronograma das obras, os danos são gravíssimos, como desemprego imediato, risco de rompimento do maciço em caso de cheia, perda de todos os serviços de terraplanagem se houver galgamento da barragem, prejuízos ao meio ambiente, além da frustração das expectativas com a obra como instrumento de dinamização da economia local. Mas continuo acreditando que a soma dos esforços de todos nós, que queremos ver uma Alagoas mais desenvolvida, garantirá não só a conclusão dessa obra, mas de muitas outras que ampliarão oportunidades de emprego, alternativas econômicas e crescimento social. Só assim, podemos construir um Estado verdadeiramente forte. (*) É PREFEITA DE ARAPIRACA