Opinião
PADRE CELSO: UMA VIDA A SERVI�O
Há mais de 20 anos, quando minha família e eu saímos da Bahia para morar em Maceió, em virtude de empreendimentos a serem realizados no âmbito profissional, começamos a frequentar a Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres, pois ali perto residíamos, e minha mãe por causa de sua formação católica, me levava às missas na Igreja Mãe da Arquidiocese. Recordo-me que um dos primeiros padres com quem tive contato e sua imagem ficou gravada em minha mente foi o padre Celso Alípio, com a mesma fisionomia, com a mesma forma de tratamento, com o mesmo respeito de hoje. Dono de tantos títulos em nossa circunscrição eclesiástica, sempre pediu para ser chamado apenas de padre. ?Sou padre, filhinho, e isso é o mais importante?, repetia inúmeras vezes. E assim fui me acostumando, a tratar o pároco da Catedral, chanceler da Cúria, cônego e monsenhor, daquela forma. Aliás, com a proximidade que passei a ter anos depois, coloquei um pronome antes da alcunha e assim o chamava carinhosamente de ?meu padre?. Quem esteve na procissão de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira da Arquidiocese de Maceió, deve ter percebido a ausência de sua liderança. Naquele mesmo dia, foi apresentado o novo administrador da Catedral Metropolitana e consequentemente padre Celso não estava mais à frente das atividades. Homem benquisto por toda a sociedade alagoana, quando seu nome foi citado pelo arcebispo agradecendo-o pelos préstimos realizados, padre Celso foi ovacionado pelos presentes na missa solene da manhã daquele dia santo, como forma do povo de Deus manifestar o carinho pelas décadas dedicadas ao serviço da nossa Igreja. Como agradecê-lo, caro amigo? Como demonstrar nossa mais sincera gratidão pelo que fizestes de forma tão incansável nestes anos? Contigo aprendemos a amar nossa Catedral, a zelar pela liturgia, a nos apaixonarmos pela Igreja. Em todo o tempo que o conheço, nunca o ouvi reclamar do serviço ou dizer que estavas cansado. Mesmo sendo octogenário, sua vontade em servir demonstra uma jovialidade que me impressiona. Neste novo tempo, descobrimos que saístes da função de administrador daquela Igreja, mas te tornastes o baluarte da nossa Arquidiocese. Para todos, és ?nosso padre?.