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Brasil Sem Mis�ria e a realidade alagoana

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O jornal O Estado de S. Paulo lembrou ontem que, em junho de 2011, ao lançar o Brasil Sem Miséria, a presidente Dilma Rousseff fez um apelo aos governadores, dizendo que o apoio deles seria ?fundamental? para atingir a meta de retirar 16,2 milhões de brasileiros da situação de miséria. Nos meses seguintes, ela visitou cada região do país para reforçar o pedido e formalizar iniciativas conjuntas. Passados dois anos, o ?Estadão? mostra que essa relação entre o governo federal e as unidades federativas para o combate à miséria ainda patina. ?A maioria dos governadores declara apoio à iniciativa de Dilma e procura atrair recursos do programa para seus Estados. Mas eles ainda investem pouco de seus cofres. A mesma publicação informa que o governo federal vem tentando costurar pactos com os Estados, para que se comprometam com programas de transferência de renda regulares e complementares ao Bolsa Família. Até agora, porém, apenas quatro Estados ? Rio, Espírito Santo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul ? e o Distrito Federal formalizaram tais pactos de iniciativas conjuntas. Lamentavelmente, tal fato ocorre, evidenciando a falta de compromissos pelos mais pobres, em relação aos problemas mais gritantes no campo social, como a fome e a miséria, que têm levado Alagoas a situações por demais lastimáveis. O governo estadual não pode deixar de aderir ao citado pacto, para que o Estado não volte a aparecer com indicadores sociais constrangedores. Inclusive em estudos de organismos internacionais, como o das Nações Unidas, denominado Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Divulgado na última semana de julho, o levantamento da ONU, mostrou Alagoas em último lugar no país em termos de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é utilizado para medir a qualidade de vida da população e leva em conta os fatores longevidade, renda e educação. O IDH vai de 0 a 1 e quanto mais próximo de zero, pior o índice de desenvolvimento humano. O do nosso Estado é de 0,677 e ainda temos cinco municípios no grupo dos piores em termos de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil. Realidades como esta devem ser modificadas para melhor urgentemente, com medidas, em forma de investimentos reais, que precisam ser cobradas pelo povo por meio de seus representantes nos governos, nos Legislativos e em outras instituições.

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