Opinião
INDEPEND�NCIA OU MORTE?
Tenho certeza que você já ouviu essa frase ? não em tom de pergunta, mas de exclamação ou afirmação. Acredito até que muitos se lembrarão do quadro de Pedro Américo, que representaria ? ou fantasiaria? ? sobre o momento da proclamação da independência. Sem querer polemizar sobre o fato e sua repercussão política à época e hoje, visto que o espaço dessa coluna semanal nem é voltado para política e outros são mais gabaritados para tanto, proponho uma reflexão se nesses 191 anos de independência que estão por vir se de fato houve independência ou morte? Quanto à questão da independência, acredito que basta ver o último escândalo de espionagem norte-americana para se perceber que ela veio, mas nem tanto assim. Por aqui, encerro a primeira parte do tema sem precisar me alongar muito, por motivos óbvios. Mas uma triste constatação: nesses quase 200 anos desde aquele 7 de setembro de 1822, a morte se fez bem mais presente que a independência na história desse país, infelizmente: a exclusão social, a fome, a exploração eleitoreira dos mais pobres, a violência generalizada que mata mais que em muitas guerras civis mundo afora, a corrupção que desvia verbas da saúde e outras áreas e gera mais mortes e o caos social, a disseminação do uso de drogas, projetos de lei que querem legalizar o aborto e liberar as drogas, a imprudência e falta de respeito à vida no trânsito, entre tantos outros motivos. Deus, o nosso Deus, é o Deus da vida e não da morte. Como um país que se considera cristão pode tolerar tantas mostras de banalização e extermínio da vida? Como fechar olhos e não agir? Deus mesmo deu sua vida por nós na cruz para que nós tivéssemos vida nova, vida verdadeira e sem medida! Não estou propondo nenhuma teoria revolucionária e nem esse é o lugar, como eu já disse, de discutir política. Mas, assim como o sangue inocente de Abel chegou a Deus, o sangue de muitos inocentes gritam por justiça hoje. A mais triste constatação é que, em meio a tanta morte, muitos também mataram a Deus! Transformaram-no num ídolo, curandeiro, dono de concessionária ou imobiliária, mas nem de longe aquele Deus que veio a nós para trazer vida verdadeira, Jesus Cristo. Se o povo foi às ruas com o grito de ?o gigante acordou?, espero que esse gigante não torne a deitar-se e esmagar mais alguns brasileiros. Espero que esse quadro de morte se desfaça e, em Cristo, possamos receber vida nova, verdadeira e sem medida. ?Feliz a nação que tem o Senhor como seu Deus!?. Amém.