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Opinião

Os desafios crescentes na �rea da Seguran�a

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Publicamos, anteontem, mais uma matéria de abertura de página sobre assaltos a ônibus em Maceió, sendo que desta feita com versões da polícia e da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro). Enquanto a chefia de Operações do 9º Distrito citava 313 dessas ocorrências entre os meses de fevereiro a agosto deste ano, vitimando motoristas, cobradores e passageiros, a diretoria da entidade classista apontava mais de 400 delitos neste setor e em igual período. Na mesma edição, noticiamos acerca das ações praticadas nos três primeiros dias de semana por oito homens armados em um estabelecimento empresarial na região do Tabuleiro do Martins, também em Maceió, e outros grupos de assaltantes na localidade do Francês, em Marechal Deodoro, e contra uma agência bancária na cidade de Maragogi. No dia seguinte, este matutino e outros órgãos de comunicação de massa informaram a respeito de mais de 40 ataques a bancos em um ano no Estado, tentativa de novo roubo de carro em Maceió e de crimes de estelionato tendo como vítimas pessoas idosas e beneficiárias do INSS. Nesta mesma ocasião, foram veiculados anúncios governamentais alvissareiros, como o da convocação, prevista para este mês, de mil jovens aprovados em concurso público para soldado da nossa Polícia Militar. Porém, permanece, inquestionavelmente, a necessidade de novas notícias positivas em relação à segurança pública no país. Especialmente no tocante a todos os municípios alagoanos, mediante uma série de medidas verdadeiras, urgentes e abrangentes da parte do governo do Estado, bem como da União e administrações municipais, voltadas para a melhoria das condições de funcionamento das repartições policiais da capital e do interior, de trabalho nas polícias ostensiva e judiciária e a garantia de mais e efetivas políticas públicas, que devem ser discutidas com as entidades da sociedade civil organizada. Os cidadãos e cidadãs de todos os segmentos da sociedade passaram a viver mais angustiados e amedrontados, enlutados e com todas as formas de perdas e intranquilidade nos últimos anos, em consequência da demora de respostas eficazes para os desafios impostos pelos bandidos. Se esta afirmativa não fosse verdadeira, este mesmo Estado não apareceria, como vem aparecendo, como uma das regiões detentoras dos maiores índices de criminalidade do mundo.

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