Opinião
Mais um estatuto e novas expectativas
Fez um mês na última quinta-feira a sanção do Estatuto da Juventude, pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto e que também reuniu outras autoridades do governo federal, representantes dos movimentos juvenis e outras personalidades, entre as quais parlamentares. Finalmente, temos transformado em lei um dos mais oportunos projetos que demorou quase dez anos até julho para ser aprovado pelo Congresso Nacional. Coincidentemente, a sanção de mais um estatuto destinado a contemplar expressiva parcela da população brasileira ocorre no momento em que ?a voz das ruas e da maior geração de jovens de nossa história reivindica mais direitos e novas formas de fazer política?, como bem salientou a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, na ocasião daquele evento. Este novo Estatuto, segundo matéria publicada pela Agência Brasil, trata dos direitos da população jovem entre 15 e 29 anos, além de definir os princípios e diretrizes para o fortalecimento e a organização das políticas de juventude, em âmbitos federal, estadual e municipal. Atualmente, existem cerca de 51 milhões de brasileiras e brasileiros considerados jovens, maior número já registrado no país. A nação inteira espera, obviamente, que a criação do Estatuto da Juventude seja apenas o início da luta por novas conquistas, mais um passo dado para a construção de uma história da juventude brasileira baseada em direitos que temos de aprofundar, conforme declarou a presidente Dilma, quando da sanção. É importante nunca ninguém esquecer que as pessoas que fazem parte deste imenso contingente de brasileiros são vítimas da falta de ações de assistência social, de prioridades efetivas, mormente na maioria dos municípios mais distantes das sedes das administrações governamentais. Também são elas as mais decisivas na condução dos políticos aos cargos eletivos. Até mesmo quando se trata do comparecimento de eleitores menores de 18 anos às urnas.