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V�cios de d�cadas e a Assembleia Legislativa

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Aprendemos com o sociólogo, historiador, escritor e jornalista alagoano Manuel Diégues Júnior, a quem devemos monumental obra sobre a origem das atuais casas legislativas do país, que em 1835 começaram a funcionar as Assembleias Provinciais em substituição aos até então existentes Conselhos Gerais das Províncias. De acordo com o mesmo estudioso, não foi pacífica, ao contrário, bastante perturbada, a implantação do Poder Legislativo na então província das Alagoas. Diégues Júnior menciona, a respeito dessa época, com as perturbações, ameaça de sedição ou verdadeira revolta, quando da eleição, em outubro de 1934, para a primeira legislatura da instituição que, a partir de 1952, passou a ser denominada como Casa de Tavares Bastos. Foram registradas acusações de ilegalidade nas eleições dos nossos primeiros 28 legisladores. Consequentemente, foi convocado novo pleito. E no dia 15 de janeiro do ano seguinte, o eleitorado elegeu os novos parlamentares. Embora já decorridos mais de 150 anos daquelas ocorrências, as ilegalidades, as manobras, das mais condenáveis, continuam no campo da política contrariando as expectativas, as esperanças das pessoas de bem. Males geradores das causas e efeitos das desilusões que, lastimavelmente, são notadas até hoje, nas votações que unem os brasileiros nas festas da Democracia de dois em dois anos. Estamos tratando de um mal, de um tipo de mazela que terminou se alastrando pelo Brasil e outras regiões do planeta e causando desconfiança e descrédito que atingem os militantes da política partidária. E isto acontece, sem dúvida alguma, porque ainda existem, como uma praga, ou um vício definitivamente sem controle, nas instituições como a Assembleia Legislava dos alagoanos, a prática de métodos ruinosos que termina alimentando uma espécie de descrença crônica contra seus integrantes. Até mesmo nos momentos de decisões louváveis e consideradas surpreendentes, como a que aconteceu, na semana terminada ontem, com a divulgação, para o conhecimento não apenas do povo alagoano, o que existiria de mistério na incrivelmente extensa relação de seus servidores, incluindo os aposentados.

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