Opinião
Os novos n�meros da viol�ncia e a inseguran�a
No último fim de semana, Alagoas apareceu nas notícias mais destacadas dos veículos jornalísticos locais e de outras regiões, novamente como um dos recordistas brasileiros por fatores negativos, sendo que, agora, no segundo lugar na relação mais recente dos assassinatos de mulheres, perdendo apenas para o Estado do Espírito Santo (8,3 para cada grupo de 100 mil), quase o dobro da média nacional (4,6). Estes e outros números constam do Relatório Final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (PMI) da Violência Contra a Mulher, entregue às autoridades alagoanas pela própria relatora, senadora Ana Rita. Como informamos na edição de sábado, o mesmo documento aponta assistência precária às vítimas por parte do Estado, como a falta de delegacias especializadas, quando, pelos números do citado relatório, temos mais da metade da população do sexo feminino. Maceió foi indicada como a terceira das capitais brasileiras com a maior taxa de homicídios de mulheres, e mais: cinco dos nossos 102 municípios entre os cem com a maior proporção de vítimas femininas, no país: Arapiraca, a nossa capital, Palmeira dos Índios, São Miguel dos Campos e Penedo. Coincidentemente, no mesmo dia informamos sobre dois fatos que servem para comprovar que o governo estadual ainda tem muito a fazer para que a sua principal autoridade tenha efetivas condições de anunciar, com números reais, avanços consideráveis na batalha contra a criminalidade, com medidas eficientes voltadas para a população em geral. Um deles é a cerca da proposta de um plano de ação a ser discutido pelo Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) para o setor. O outro é o que trata dos gastos feitos através do Gabinete Militar com empresas de segurança privada para garantir a segurança do governador, de seus familiares e de convidados do Poder Executivo, em missão oficial e das instalações do prédio ? sede do governo, o hangar do governo no aeroporto e a sede do Conseg. Tudo isto como se já não tivéssemos, neste Estado, em plena execução, afora as ajudas externas em termos financeiros, o programa Brasil Mais Seguro, do governo federal, além da permanência dos policiais da Força Nacional renovada várias vezes.