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FRANCISCO: PALAVRAS DISTORCIDAS...

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O papa Francisco concedeu entrevista à revista Civiltà Cattolica. Falou sobre muitos temas e, como é do seu costume, de modo bem informal, espontâneo. Nada do outro mundo, nada que escandalize. Como já se tornou costume, assim como tudo em Bento XVI era distorcido para que cheirasse a museu, a intolerância e reacionarismo, agora, tudo quanto ele fala deve artificialmente parecer revolucionário e uma verdadeira ruptura com a fé e a prática da Igreja. Já tentaram passar a ideia de que o papa aprova a Teologia da Libertação, não liga para a doutrina, é contra a celebração da missa no rito extraordinário, é frouxo ao apresentar a moral católica... Tudo isto é uma percepção falsa e maldosa por parte de alguns e ingênua de outros. É só ler as palavras dele: são serenas, claras e sinceras. Fazem pensar e dão-nos uma boa visão do seu coração ? desde que se as leiam como foram ditas, sem preconceitos ou excessos... Os católicos estejam serenos: a Igreja nunca foi nem é o papa! Como o próprio Francisco insiste: o papa é filho da Igreja! Dela é pastor, mas antes, dela é filho... Que ninguém faça do papa bandeira com a qual guerrear ou na qual atirar pedras! Se as palavras do santo padre forem lidas sem preconceito nem olhar de desconfiança, o que ele quis expressar? Que a Igreja vive num mundo ferido, de pessoas feridas... Um mundo amplamente descristianizado. Qual o modo de abordar as pessoas num mundo assim? Partindo da situação delas, das dores delas, das mil perguntas que elas trazem no coração! É preciso falar-lhes de Cristo, epifania do amor salvífico de Deus. Só num segundo momento, quando as pessoas compreendem o amor de Cristo, é que podem compreender as exigências desse amor! As exigências valem para todos, mas cada um corresponderá ao amor do Senhor segundo sua própria condição e sua história. O papa foi claro: não se pode chamar bem ao mal ou mal ao bem! Mas, é o modo de apresentar o Cristo: Ele é salvação! Que certamente exige uma resposta de conversão... O papa aqui não pensa em quem não deseja se converter ou se gloria no seu pecado, mas em quem se sente ferido e procura na treva a luz, na confusão a verdade! Não se trata de louvar os militantes homossexuais ou os que defendem que o matrimônio não seja indissolúvel. Trata-se de encontrar pessoas concretas, feridas, e anunciar-lhes Jesus, nosso Senhor! Isto os padres fazem todos os dias no confessionário; isso fez São João Maria Vianney! Isto fez Jesus, nosso Senhor! É só isto que o papa quis expressar. E este pensamento é o de sempre: foi o de João Paulo II e o de Bento XVI, foi o dos santos e dos papas de todos os tempos...

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