Opinião
Sobre os n�meros do Censo Escolar
Dados preliminares do Censo Escolar publicados, ontem, no Diário Oficial da União, mostram o Brasil com 40.366.236 estudantes matriculados na rede pública de educação básica ? estadual e municipal este ano. Os números são referentes à matrícula inicial no ensino regular ? educação infantil (creches e pré-escola), Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o sistema de educação especial. De acordo com o mesmo censo, houve uma redução de 1,83%, em comparação com 2012, na quantidade de inscrições nas escolas de educação básica estaduais e municipais espalhadas pelo país, significando, consequentemente, uma redução de mais de 753 mil matrículas. Com exceção da educação infantil, todos os outros níveis do ciclo básico de ensino (Educação Fundamental e Ensino Médio), além da educação de jovens e adultos, apresentaram queda. Só o número de matrículas no ensino regular caiu de 41.119.253 para 40.366.236 no mesmo período. Pelas explicações do Ministério da Educação, repercutidas pela Gazetaweb, juntamente com os resultados do mais recente Censo Escolar, ?isso não quer dizer que há menos crianças matriculadas na rede pública. O motivo é a crescente rigorosidade da metodologia do Censo, que provoca a redução de dados duplicados sobre os alunos brasileiros, como, por exemplo, no caso de informações repetidas sobre alunos que foram transferidos para outras escolas durante o ano letivo?. Mas, sabemos todos, persiste uma considerável quantidade de crianças em idade escolar ainda fora das salas de aulas, mesmo nas unidades públicas. Principalmente nas regiões mais atingidas pela pobreza e miséria, como o Norte e Nordeste. O nosso Estado, por exemplo, continua entre os donos dos piores indicadores também no campo educacional devido à falta de prioridades para o setor que concorre para uma série de problemas dos mais lamentáveis no tocante às condições das instalações. Dados do próprio Ministério da Educação já mostravam, em 2011, Alagoas com as piores avaliações do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em todos os níveis de ensino, pela primeira vez na história. E mais a constatação de que ?as escolas alagoanas, principalmente a partir do 6º ano do fundamental, estão cada vez mais longe da meta estabelecida pelo governo federal?.