Opinião
DIA MUNDIAL: S�NDROME ALCO�LICA FETAL
Um amigo paulista me enviou um estudo sobre o assunto cujo título este artigo faz referência: o dia 9 de setembro foi instituído como o Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal. Destacamos alguns tópicos do texto recebido: nós falamos em drogas, em maconha, em crack, heroína etc. e esquecemos que os dados estatísticos mostram que o consumo de álcool aumenta a cada ano no país. O álcool social, das festas e recepções; o álcool diário que se transforma em hábito de perigosas consequências. O alcoolismo destrói vidas anteriormente produtivas. Segundo especialistas e estatísticas disponíveis, o Brasil já carrega a pecha de terceiro produtor mundial de cerveja, com mais de 13 bilhões de litros ao ano e é um razoável produtor de vinhos e cachaças. A par disto, já estamos catalogados entre os maiores consumidores de bebidas alcoólicas do mundo. São estatísticas. Convivemos com estatísticas diariamente. Na filosofia popular, dizem que as estatísticas são como os biquínis: o que oferecem à vista é muito interessante e o que escondem é essencial. O consumo de álcool cresceu 32% na população brasileira nos últimos seis anos, especialmente entre mulheres jovens. De 30 anos para o momento presente, de 1970 a 1980, vem sendo estudado uma enfermidade chamada Síndrome Alcoólica Fetal. Trata-se de uma doença causada pelo consumo de álcool pelas mulheres grávidas. Quando a futura mãe bebe, ao longo da gravidez, o álcool é absorvido parcialmente pela criança e pode ter efeitos tóxicos no futuro. A síndrome pode ter vários níveis de gravidade. A doença pode provocar alterações no rosto do bebê e até atrasos de crescimento; dificuldade de aprendizado e problemas de relacionamento; baixa autoestima e agressividade; tendência inata a álcool e drogas. Isto me faz lembrar problemas do passado, quando foi descoberto que uma infecção materna causada pelo vírus da rubéola provocava má formações ainda no período de crescimento do bebê. Em outra vertente, a Talidomida, usada durante anos como sedativo em mulheres grávidas, teve seu uso interrompido, quando foi descoberto que provocava anomalias e defeitos nas crianças recém-nascidas. Ainda hoje são conhecidos casos de portadores de deformações provocadas pela Talidomida. O aumento e a banalização do consumo de bebidas alcoólicas, principalmente de cerveja, entre jovens de ambos os sexos, são consequência da intensa propaganda através dos meios de comunicação. Vale a pena refletir o assunto.