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Opinião

Ainda as car�ncias na seguran�a

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Na semana em curso, os primeiros fatos importantes e deploráveis repercutidos pelos meios de comunicação do nosso Estado são novamente relacionados à área da segurança pública local, como outra quantidade absurda de assassinatos entre sexta-feira e domingo e o assalto por mais um grupo de bandidos em um condomínio de luxo na região do Tabuleiro do Martins, roubando e transformando em reféns um prefeito do interior e pessoas da família. Também os leitores, telespectadores e ouvintes souberam que a nossa Polícia Civil continua com carência de pessoal, com queixas sobre os salários. Concomitantemente, continuam nesta mesma área outros problemas graves devido à falta de maiores atenções governamentais, como as péssimas condições de trabalho acentuadas nos últimos anos pela não aplicação dos recursos necessários para a melhoria das instalações das repartições do setor. Delegados e outros policiais continuam trabalhando até em ambientes insalubres, com sistema de esgotos danificado e utilizando os chamados gatos de energia ? ocorrência esta das mais vergonhosas e provavelmente sem precedência neste terreno ? como constam das denúncias recentemente feitas por dois delegados a respeito da delegacia de Marechal Deodoro, aqui já mencionada há poucos dias devido a estes mesmos motivos. Nem parece que ?estamos vivendo uma guerra permanente no combate à violência e ao tráfico de drogas?, como disse o atual governador do Estado, em um dos eventos realizados no mês de dezembro de 2010, durante a formação das turmas do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) desenvolvido pelo próprio governo por meio da Polícia Militar. Naquela ocasião, a realidade do nosso Estado já era amedrontadora em consequência da criminalidade, principalmente os homicídios, com o registro de mais de dois mil no ano anterior. Enquanto isto, a população em geral, que continua aguardando os resultados de uma política voltada para a área de segurança pública deveras eficaz e duradoura, fica sabendo, através de uma entrevista na semana passada à Rádio Gazeta, concedida pelo presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), juiz Maurício Brêda, da existência de cerca de 300 policiais com desvios de funções na Polícia Civil alagoana. Inclusive, a mesma autoridade sugeriu ao governo estadual adotar uma medida emergencial administrativa, o quanto antes, a fim de que retornem às ruas os agentes com funções deslocadas por inexistir no quadro administrativo nas áreas de estatística, de setor pessoal, de automóveis e nas diretorias de polícia.

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