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...e os indicadores negativos continuam

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Alagoas aparece mais uma vez na imprensa por continuar registrando estatísticas negativas na área social. As notícias que nos entristecem e nos levam a solicitar soluções urgentes às autoridades responsáveis dizem respeito aos atos violentos contra mulheres, pelos quais figuramos em um estudo do Ipea divulgado nesta semana, como o terceiro com os piores índices, depois de Espírito Santo e Bahia. Principalmente, em relação aos assassinatos. Não podemos continuar entre as unidades federadas posicionadas em situações vergonhosas que surgem como sérios óbices às ações de gestores públicos e instituições particulares voltadas para o verdadeiro desenvolvimento em todas as áreas. As diretrizes do governo alagoano, constantes de um livro publicado em 2006, às vésperas das eleições gerais, para ser desenvolvimento a partir do ano seguinte, e que serviria, como serviu, para o novo período administrativo decorrente da reeleição em 2010, informava que ?Alagoas tem pressa! Pressa por um projeto que possibilite melhoria da qualidade de vida para os alagoanos. Esse é o nosso maior propósito (...)?. A população alagoana estimada pelo IBGE para aquele ano já era de 3.050.649 de habitantes. A maioria não mais vivia no meio rural (66,2%). A esperança de vida ao nascer era de 65,5 anos. A população menor de 19 anos correspondia a 44,3% do total e somente 5,1% das pessoas tinham mais de 65 anos de idade. Somos um estado jovem, portanto. Na época, convivíamos com uma baixa renda per capita (média de R$ 19,91), que ultrapassava somente a do Maranhão e que apresentara sensível melhora em 2000, quando comparado ao início da década anterior. Recorrendo aos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada dois anos antes, o então candidato a governador referiu-se à taxa de fecundidade, que passara de 3,1 nascidos vivos por mulher em 2001 para 2,88 em 2003, e também ao fato de que mais da metade dos viventes no território alagoano pertenciam ao sexo feminino. De acordo ainda com o mesmo programa, o maior desafio que seria enfrentado, ?comprometido com a melhoria da qualidade de vida?, como foi então anunciado, era o de ?superar a distância existente entre todo o potencial do estado em vários setores e o baixo desempenho nos campos econômico e social, registrado ao longo dos anos, aprofundando as desigualdades sociais e a violência?. Apesar de decorridos mais de um decênio da divulgação do programa, com o governo ? se preparando para o seu final ? vir reiterando que tinha pressa na busca pelo verdadeiro desenvolvimento em todos os setores, sobretudo o da segurança pública, devido à constatação do avanço da violência nas suas diferentes formas, as iniciativas governamentais no estado, ao contrário, continuam demoradas.

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