Opinião
A CASA DA M�E JOANA � AQUI!
Maceió, Alagoas. Aqui é a Casa da Mãe Joana. Não falo do filme, mas na expressão que significa o lugar ou situação onde vale tudo, sem ordem, onde predomina a confusão, a balbúrdia e a desorganização. Aqui, todos têm o direito de interromper o trânsito nas vias públicas. Usa-se de pneus a ônibus, vans, táxis e motos. Não importa se as pessoas precisam trabalhar, levar seus filhos até a escola, ir ao médico. Danem-se! O que vale é a lei da selva. Ganha quem protesta de forma ilegal e criminosa. É crime do art. 262 do Cód. Penal impedir ou dificultar o funcionamento de transporte público como também é crime causar dano ao asfalto colocando fogo em pneus (artigo 163). Mas quem teme isso? Até avisam com antecedência o que irão fazer, pois sabem que a polícia não fará absolutamente nada. Existe um centro de gerenciamento de crises que resolve o problema deixando os pneus queimarem até o final e, então, libera-se a via. Vixe! Um policial me disse que se tocasse em um fio de cabelo de um manifestante seria processado pelo Ministério Público. Danou-se; é o fim da picada! A polícia teme agir concedendo um prazo para a desocupação e no caso de desobediência usar a força para a solução do problema. Aliás, defender essa postura, comum nas democracias do mundo inteiro, aqui virou coisa maldita, coisa de fascista, coisa da direita, ofende o politicamente correto, ofende os direitos humanos. E os nossos direitos humanos, onde estão? Onde está o direito constitucional de ir e vir? É bom lembrar que também comete crime o governador ou o prefeito cuja omissão der causa ao crime de dano, além de ser ato de improbidade administrativa por atentar contra os princípios da administração pública a omissão que viole os deveres de legalidade e lealdade às instituições, como retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício (ato obrigatório por lei). O governador e o prefeito devem apenas cumprir a lei, mas a sensação geral é a de que estamos diante de administrações fracas e coniventes. O cargo não é só bônus, também tem ônus e quando esquecem suas obrigações como gestores da paz, tranquilidade e organização pública os governantes de plantão podem ser responsabilizados por isso. Basta de omissão política. Trabalho para sustentar a minha família, pago meus impostos e exijo respeito e dignidade no estado e na cidade onde nasci e escolhi viver. Eu não quero e não gosto da sensação de viver na Casa da Mãe Joana!