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Opinião

A MORAL DA VIDA

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O médico norte-americano Van Rensselaer Potter criou em 1971 o termo Bioética, do grego bios, ?vida?, e ethos, ?moral?. Não existem bioética laica e bioética religiosa. Ela é apenas aplicação da ética, moral geral, aos problemas relacionados com a vida humana, desde sua origem, com a sexualidade, a procriação, o aborto e outros, até o transplante de órgãos e o final da vida, com a eutanásia. Os princípios fundamentais da ética são: o valor absoluto da vida humana e sua inviolabilidade e nem tudo o que é tecnicamente possível é moralmente admissível. Na Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, foi divulgado um trabalho muito prático e didático, realizado pela Fundação Jerôme Lejeune, de Paris, e dedicado aos jovens, com o nome de ?Manual de Bioética?. A transmissão da vida é ato sagrado, quase divino. É fruto do amor. Dois que se amam num amor sagrado, abençoado por Deus, um homem e uma mulher, fazem brotar o mistério da vida. Não pode ser fruto de laboratório. A vida humana não pode nascer numa proveta. Fere os mais comezinhos princípios da ética. A chamada reprodução assistida pode ajudar o casal a ter um filho, respeitando a origem do homem e a gestação da mulher. É inadmissível a tal ?barriga de aluguel?. E que dizer do aborto? É um dos mais hediondos crimes que o ser humano pode cometer. É matar o inocente, que não tem a mínima chance de defender-se, nem como uma criança de poucos anos, que ainda pode fugir e esconder-se. É matar no próprio ninho da vida, o útero materno. No caso do estupro, com a aceitação do filho nascido deste crime, o amor da mãe supera a iniquidade do assaltante sexual e deixa bem sua consciência. Que dizer da eutanásia? Se a vida é um dom de Deus, ninguém pode tirá-la, nem para livrar-se das dores que acompanham o final da existência, nem para poupar outro de sofrimento. O que é lícito e conforme a ética é poupar o emprego de equipamentos caríssimos quando se torna evidente, que significa inútil prolongamento de uma vida. Sobre a absurda teoria do gênero, em que o sexo de uma pessoa não dependeria mais de sua realidade biológica, mas sim de uma masculinidade ou feminilidade, construída apenas por uma escolha pessoal, eu queria concluir com as belas palavras do Beato João Paulo II em sua Carta às Mulheres de 29/06/1995: Obrigado a ti. Mulher, pelo simples fato de seres mulher! Com a percepção que é própria de tua feminilidade, enriqueces a compreensão do mundo e contribuis para a verdade plena das relações humanas.

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