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Os 300 que n�o s�o de Esparta

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Destacou-se por ser absolutamente inócua a proposta da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de ceder 300 de seus funcionários para o Poder Executivo. Em meio a nova espiral de denúncias sobre irregularidades escabrosas, a ideia brotou como proposta genial de ampliar os recursos humanos à disposição da Segurança Pública alagoana. Em termos de percepção popular, uma das piadas do momento explica a medida como sendo um projeto para ?economizar? o montante de salários dos transferidos, disponibilizando, assim, mais recursos para as conhecidas operações da multiplicação dos pagamentos ao laranjal plantado na vasta área funcional designada como ?assessorias? ou ?serviços prestados?. Certamente não é assim, pois o Poder Legislativo continuaria sendo a fonte pagadora de seus servidores. Ou seja, o correto ? certamente a ser praticado pela Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos ? será repassar essa ?tropa de elite? para a Secretaria da Defesa Social com a massa salarial continuando a ser extraída da inesgotável mina de ouro que é o (sempre crescente) duodécimo. Dirimidas as dúvidas sobre qual Poder pagaria aos funcionários transferidos, afloram interrogações sobre a praticidade da operação sugerida. Pelo publicado na imprensa, os servidores em câmbio seriam lotados em postos burocráticos, administrativos, visando a liberação de policiais treinados para sua função precípua de combater, nas ruas, o crime. Em sendo assim, conforme divulgado, por que a ALE não segue o caminho ululantemente mais simples e direto, devolvendo à Segurança Pública os policiais que o Poder Legislativo desvia de suas missões para uso decorativo e/ou para a segurança privada dos senhores deputados? Aí está o busílis da questão: a quantidade de policiais, civis e militares, está abaixo das necessidades mínimas; e essa deficiência é ampliada pelo próprio Poder Legislativo que insiste em carrear policiais treinados para decorar seus salões ou fazer-se de seguranças pessoais dos deputados. Subtrair à Segurança Pública policiais treinados e pretender devolver, para o lugar desses, burocratas de escritório é, no mínimo, uma estultice cometida em nome de ?boas intenções?.

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