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Opinião

ALIMENTA��O E ENVELHECIMENTO

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Uma pergunta que é sempre feita: os alimentos podem ajudar a retardar o envelhecimento? Antes de discutir o assunto em pauta, vou relembrar uma conversa que tive com o dr. May, especialista em longevidade, durante um Congresso da Sobrames Nacional, em Porto Alegre. Naquele momento, a discussão versava sobre as medidas de prevenção capazes de retardar o envelhecimento. E alimentação era um dos assuntos. Tento condensar as palavras do dr. May, em resposta às perguntas que estavam sendo formuladas. Dizia o dr. May: ?Manter a atividade física e mental compatível com a faixa de idade; dieta rica em fibras, verduras, legumes e frutas; fugir do estresse cotidiano, do fumo e da poluição; ingerir dois litros de água por dia; ter atitudes e pensamentos positivos; ser tolerante e otimista. Muito cuidado com alimentação desde a infância?. E contou uma historieta de um amigo que resolveu adotar três posições que provocaram muitas risadas: ?vendeu o automóvel para andar a pé; dispensou o jardineiro para ele mesmo cuidar do jardim; e orientou a responsável pela cozinha para aposentar a frigideira, numa guerra às gorduras?. Na semana passada, tive ocasião de assistir, no Rotary Club Maceió, a palestra da professora Luci Tojal e Serra, mestre em Ciência dos Alimentos pela USP e aposentada da Ufal e da UFPE. O tema era: ?Alimentação e envelhecimento?. Uma afirmação inicial chamou minha atenção: ?quando nascemos, começamos a envelhecer?. Discorreu sobre a temática com conteúdo e profundidade. Continuou: o desejo natural é como envelhecer com qualidade; para isso, os cuidados vêm desde a infância e se prolongam ao longo da vida. Quando analisou os alimentos que levam à oxidação e aos radicais livres, um companheiro rotariano ao meu lado observou discretamente: estou mal situado, não resisto aos refrigerantes, bacon, frituras, bolos e a um suculento churrasco. São delícias gustativas. E riu: tudo que é bom e gostoso faz mal, ou aumenta o colesterol. Quando terminou a reunião, respondi: é bom seguir os conselhos da mestra; somente assim caminharemos para uma velhice em que tentaremos com êxito superar os problemas inerentes à idade. Sempre é hora de parar, pensar e reavaliar o que se faz e o que se come. Adoto o lema: uma garfada a menos em cada refeição e adeus às buchadas e aos sarapatéis que comia com prazer. O tempo corre rápido e não mais volta.

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