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Quem perde mais com Marina & Campos?

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Numa rápida passada d?olhos sobre as manchetes, reportagens e análises publicadas pela ?grande? mídia sediada no eixo Rio/São Paulo, observa-se facilmente que a tônica unânime é o elogio, às vezes desbragado, na composição entre Marina e Campos. Uma analista chegou a qualificar a arrumação eleitoral como ?um ponto fora da curva?. Exagero e entusiasmo óbvios e, convenhamos, gestos dentro da curva do partidarismo editorial que assola os principais veículos de comunicação do Sudeste brasileiro. Em sua manchete do dia 7 de outubro, um dos mais tradicionais diários paulistas estampou: ?Planalto revê estratégia para enfrentar Campos-Marina?. Em parte, está correta a assertiva, pois os partidos alinhados à proposta de reeleição da presidente terão de ajustar suas táticas (não necessariamente as estratégias) para melhor se posicionarem frente a este e a todos os demais movimentos dos demais postulantes à Presidência da República. Mas o citado título, além de tentar caracterizar a iniciativa política como ?de governo? e não dos partidos envolvidos, revela a tentativa de manipular a análise dos efeitos da jogada Marina-Campos, dentre outras coisas, apresentando os governistas como os únicos alcançados pela aliança eleitoral Rede/PSB. Verdade é que PT e aliados, defensores da reeleição de Dilma, são afetados pela nova composição, não há como ser diferente. Mas os principais atingidos pela recém-criada dupla dinâmica são os adeptos da candidatura tucana à Presidência. Aí mora o busílis: a dupla estática Aécio x Serra, como se não bastasse a eterna dissenção entre ambos, sofreu seu mais terrível baque desde que a batalha pela Presidência foi antecipada pelo ex-presidente FHC, nos idos de outubro de 2012. Como tudo em política, especialmente nas campanhas alongadas, muita coisa ainda vai acontecer. Os rumos podem ser alterados, até radicalmente, por fatos novos. Mas o fato do momento, a imagem insofismável desta hora, é o nocaute do PSDB. Isto, a mídia do eixo Rio/São Paulo não analisa, pelo contrário. Mas este é o resultado mais óbvio do casamento Marina-Campos: pelo menos momentaneamente, a candidatura tucana está na lona. Poderá se levantar amanhã, sem dúvida. Mas hoje é um corpo estirado no ringue.

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