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Opinião

SAUDADES DO GOVERNO REVOLUCION�RIO

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Parece-nos até paradoxo na atual conjuntura haver saudades de um governo que restringiu nossas regalias individuais e ceifou o Estado Democrático de Direito vivenciado por todos os brasileiros à época dos anos de 1964 e subsequentes. Para uns, foram instantes do direito da força; para outros, momentos necessários para restabelecer a ordem e, consequentemente, preservar a soberania nacional que se achava ameaçada por interesses estrangeiros e por falta de brasilidade de alguns compatriotas que não amam a terra que os viu nascer. A história dos povos ao longo dos séculos tem testificado que uma nação ao enfraquecer a sua estrutura sociopolítica e econômica só tem uma alternativa, mudar o sistema de governo, mesmo que tenha que colocar na direção do país, em caráter temporário, o poder militar e após restabelecida a ordem, bem assim a vida política, retornar o comando da mesma à democracia através do voto livre e soberano da população, o que não acorreu incontinênti no início do período revolucionário em foco. Atualmente, não se sabe ao certo se estamos no regime democrático, ou numa situação que se caminha para uma anarquia. Os poderes não se entendem e uma boa parte dos seus integrantes a cada dia comprometidos com a impunidade e corrupção. O vírus cancerígeno perde para corrupção sem limite que campeia neste Brasil. A minoria dos componentes dos poderes atuais não está comprometida com os desmandos que ocorrem em todas as partes do território brasileiro. O Executivo, ao oferecer todo tipo de benesse ao Congresso Nacional para aprovar projetos de interesses da Casa Grande; o Legislativo, a todo momento a cometer ilícitos de toda natureza, e, finalmente, o Judiciário, a revogar sentenças prolatadas que corrigiriam prejuízos praticados contra o erário e a sociedade. Em quem acreditar? A quem recorrer? Estamos perdidos. Não queremos bajular ninguém, mas justiça que se faça à imprensa de uma maneira geral, visto que através da mídia o rumo de um determinado fato é mudado ou mesmo estacionado, para não ferir a moral e os bons costumes da nossa sociedade. É preciso parar com tantas barbaridades. Os que levaram indevidamente o dinheiro dos cofres da Nação nada devolveram e até agora não sofreram nenhuma penalidade; aguardam novas oportunidades para colocar nos bolsos o que não lhes pertence, prejudicando a realização dos projetos sociais em benefício da juventude e das crianças que necessitam da assistência do poder público.

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