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Sinal vermelho para o radicalismo verde

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Ontem, a presidente Dilma Rousseff, através de mensagem veiculada pelas redes sociais, afirmou que teria determinado ao Ministério das Relações Exteriores ?contato de alto nível com o governo russo para encontrar solução? para a ativista brasileira detida pela polícia da Rússia durante ação provocativa realizada pelo grupo transnacional Greenpeace. Certa está a presidente, pois todo cidadão brasileiro em apuros no exterior merece algum tipo de solidariedade por parte da diplomacia tupiniquim. Especialmente, quando o caso envolve questões políticas. A ação solidária, porém, não pode ser confundida com o apadrinhamento das causas e dos gestos dos brasileiros eventualmente em dificuldades noutros países por conta do desrespeito às leis locais. O caso das provocações do Greenpeace é algo que não deve ser tratado de forma superficial, pois, a cada dia, a turma do chamado ?terrorismo verde? intensifica a ousadia de seus protestos ? sempre confiante de que nada acontecerá contra seus membros. Sempre apostando na impunidade, esse tipo de ativismo se caracteriza por uma sensação de intocabilidade manifestada nos mais variados locais do globo. São, especialmente, radicalizados os protestos de grupos como o Greenpeace contra as economias de países em desenvolvimento, como no caso do Brasil. Por aqui, essa gente pinta e borda, e as coisas sempre ficam por isto mesmo. As autoridades brasileiras (e da maioria dos países latinos) tratam-nos como filhinhos de papai e filhinhas de mamãe, cujas rebeldias sofrem reprimendas temperadas com sorrisos e afagos, independente dos prejuízos causados. Noutros lugares, a toada é outra. Sintomaticamente, essas verdejantes criaturas evitam exibir seu atrevimento contra países como Israel, por exemplo. No caso da Rússia, parece que a avaliação apontaria para algum receio de Moscou em ser lembrada por suas histórias autoritárias... Mas a análise falhou. A situação ficou ruça para os verdes. Nada mais justo que a diplomacia brasileira entrar em campo para que nossa compatriota e seus 29 companheiros (ao todo, são 30 pessoas de 18 nacionalidades diferentes) possam ser devolvidos à liberdade ? mas é bom a turma prestar atenção contra quem vai protestar daqui para adiante.

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