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As criancices da velha arte pol�tica

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Hoje é o Dia da Criança. Além da data na qual se reverencia a padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Aparecida. Mas, com todo o respeito, não escreveremos aqui e agora sobre a Imaculada, até porque o tema não é nada santo: de como a sabedoria política de poucos infantiliza muita gente grande. A cena da hora é, indubitavelmente, a jogada política eleitoral de Marina Silva. Em primeiro lugar, foi provocada uma infantil discussão sobre a possibilidade da Justiça Eleitoral, às vistas de todos, fazer uma maracutaia para legalizar o partido da senhora verde, Rede, sem que a novel agremiação tivesse cumprindo a lei. Insustentável, mas muita gente embarcou nesse conto da carochinha. No lance subsequente, a ex-senadora aterrissou no PSB alardeando que ?Campos é o candidato!? ? e Dudu acreditou... Mesmo que tivesse pedido garantias de que ?não seria constrangido a retirar a candidatura?. Não é uma coisa de menino? Afinal, em todas as pesquisas, ele nunca alcança o patamar de 5%, enquanto ela germina fácil na casa dos 20%. Bom, a meninada pode ter sido dela, mas... Por outro lado, há quem festeje uma suposta vitória fácil de Dilma. Quem se deixa encantar com essa ilação busca refúgio nos momentos nos quais as pesquisas apontam a presidente em posição confortável, como no recente momento de reconquista da popularidade. Na derradeira enquete, Dilma havia pulado dos 20% em agosto para 38% em setembro. Algo significativo, é verdade, mas só alguma moléstia infantil da politicagem poderá apostar que não explodirão novas ?surpresas?, como a onda de protestos deste ano, durante o ano que vem. À presidente, se colocam e colocarão desafios e dificuldades ainda mais monumentais que as enfrentadas até agora. Esses óbices, em parte, serão artificializados e, em parte, são reais (como a trava ao crescimento econômico, a insatisfação popular com os problemas da inserção social, a insegurança pública...). De tanta criancice explícita, certamente existe quem queira acreditar que Aécio ou Serra pode mudar e apresentar algo novo (?) ao cenário da disputa eleitoral em curso.

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