Opinião
ALAGOAS MAIS INSEGURA
Em junho do ano passado, o governo federal implantou o programa Brasil Mais Seguro para reprimir em todas as partes do torrão brasileiro o crescimento da criminalidade, sendo Alagoas escolhida como o marco inicial do plano em foco. Vieram para reforçar o policiamento do nosso estado integrantes da Força Nacional e a partir daí a presidente Dilma liberou recursos destinados à segurança pública. Com apoio do governo federal, certamente que haveria mais paz, bem assim menos órfãos e viúvas resultantes dos assassinatos bárbaros que ocorrem diuturnamente. Apenas pesadelo e nada mais. Lamentavelmente, após a implantação, a criminalidade em Alagoas cresceu de modo incomensurável, ao ponto de preocupar todos os segmentos sociais. Não se sabe ao certo quais as causas contribuíram para o fracasso do plano emergencial, ao ponto de colocar a segurança em verdadeiro caos. O fato real que o número de assassinatos cresce a olho nu, sem que exista uma força capaz de coibir ou amenizar a onda delituosa que inunda o território alagoano, destruindo a paz do nosso povo e transformando ruas e avenidas em verdadeiros rios de sangue, fazendo lembrar o holocausto dos judeus, ou até mesmo o genocídio conhecido por matança de São Bartolomeu. Há vinte anos, Alagoas tinha pouco mais de 2 milhões de habitantes e Maceió 700 mil. A Policia Militar à época efetivo 7 mil homens. Pela instituição, falava e respondia o comandante. E hoje? Comandante da melhor qualidade, porém comanda, mas não administra. Há vários chefes acima dele. O policiamento, ao invés de ser realizado nos pontos críticos, mudou para proteger o espaço aéreo do território alagoano através dos helicópteros, enquanto isto ausente a presença do militar nas ruas e praias. O salário cognominado de subsídio abaixo das necessidades dos nossos profissionais. O moral da tropa deixa muito a desejar. Comandados falam e criticam a administração da PM, sem nenhum respeito à autoridade constituída. Quebra da disciplina e cadeia de comando. Interferência política na nomeação e exoneração de comandantes. Subsídio de coronel com 30 anos de serviço de efetivo serviço limitado a 60% do que percebe delegado de polícia com o mesmo tempo. Agora, até parece que pela PM passou um grande terremoto. Como profissional liberal e articulista do jornal Gazeta de Alagoas, testificamos todo teor deste artigo. Que Deus se apiede da Polícia Militar de Alagoas, mesmo assim continua patrimônio do povo alagoano.